Chai Indiano.
Ingredientes
1 litro de leite -
200ml de água
-1/2 xícara de chá preto -
1 colher (sopa) de gengibre em lascas
- 5 sementes de cardamomo esmagadas
- 1 colher (sopa) de creme de leite sem soro
- Açúcar à gosto
Modo de preparo:
Ferver a água com o chá preto, o cardamomo, o açúcar e o gengibre. Depois que levantar fervura, deixar no fogo por mais 2 minutos aí adicionar o leite. Assim que levantar fervura, abaixe o fogo e acrescente o creme de leite. Misture bem. Tire do fogo, coe e sirva quente.
domingo, 10 de julho de 2011
Como Comprar um Computador.
Como comprar um computador
Saiba o que levar em conta na hora de comprar um desktop ou um notebook.Um guia prático para saber o que se perguntar na hora de comprar
Escolher um novo computador pode parecer uma tarefa fácil, dada a quantidade de oferta de novas máquinas, com novas configurações, e a quantidade de ofertas – máquinas cada vez mais novas custando cada vez menos. Isso torna o fator preço, por incrível que isso possa ser, um fator secundário. Especialmente por causa da primeira regra dos equipamentos tecnológicos: não importa o quanto você está pagando por um gadget hoje, ele vai custar menos daqui a seis meses.
Em um cenário como esse, o mais importante a se levar em conta é o uso que você irá fazer do equipamento. Um exemplo rápido: se você precisa de um computador para ver vídeos ou trabalhar com gráficos você vai precisar de um equipamento diferente do que se você precisasse mais de um computador capaz de acessar grandes quantidades de dados rapidamente.
Para facilitar a sua escolha, nós montamos esse guia onde você vai conhecer os principais itens a levar em consideração, e fazer uma compra o mais consciente possível.
1 – Saiba para que você quer o computador
Uma compra consciente está diretamente relacionada com o fato de você saber o uso que você fará do novo computador. Comprar um equipamento para ver vídeos, acessar a internet e usar planilhas e processadores de texto é diferente de comprar um equipamento para editar imagens ou vídeos, ou jogar games de última geração.
Dependendo do uso, vale a pena investir em mais memória RAM, por exemplo, ou uma placa aceleradora de gráficos (GPU) mais avançada, itens que serão explicados mais adiante. O principal é que ter plena consciência desse uso vai inclusive evitar o “canto de sereia” dos vendedores, que podem tentar convencê-lo a levar um equipamento mais caro, mas que não terá absolutamente nenhuma utilidade para você.
No caso da escolha entre um laptop ou um desktop há que se pensar também no uso. Quantas pessoas irão usar o computador? Você precisa de mobilidade ou prefere que seus dados estejam seguros em casa?
Seja qual for o modelo, os itens a seguir ajudarão você na escolha.
2 – A memória RAM
A memória RAM é a responsável pela capacidade do computador de gerenciar programas diferentes ao mesmo tempo – cada programa aberto faz uso de uma parte dessa memória. Isso significa que quanto mais memória RAM, maior a capacidade do computador de gerenciar várias atividades de processamento paralelas.
A maioria das configurações básicas atuais tem 2GB de memória RAM, o que é suficiente para tarefas comuns como navegar na internet ao mesmo tempo em que se edita um texto e se ouve música. Fuja de modelos mais baratos que trazem apenas 512Mb de memória RAM.
A maioria dos programas (inclusive o sistema operacional Windows 7) precisa de mais do que isso para rodar de maneira satisfatória. Eles até rodam em configurações de 1Gb de memória mas a chance de seu computador virar uma carroça com meses de uso é muito grande.
Para jogos e outros programas mais pesados, prefira configurações a partir de 4GB de memória.
3 – O processador
O processador é o coração da máquina. É ele que responde pela velocidade de resposta das funções que exigem grandes cálculos ou acesso a informações armazenadas.
O problema é que atualmente existe uma grande oferta de processadores de alta performance e fica difícil saber exatamente qual é a melhor escolha.
Relativamente baratos e com boa performance, os processadores de dois núcleos (dual core, ou core 2) são uma boa opção.
Prefira os processadores das duas maiores fabricantes: AMD e Intel.
Se você precisa de alta performance (para jogos , por exemplo), prefira os processadores com mais de dois núcleos como os quádruplos AMD Phenon e os da família i (i5, i7) da Intel.
4 – Armazenamento
Espaço é um dos itens tecnológicos mais baratos atualmente. E como espaço para armazenar seus arquivos nunca é demais, você pode optar por HDs de até 1Tb (Terabyte, ou 1000 Gigabytes, aproximadamente) a preços confortáveis.
Uma dica interessante – e segura – é investir em um HD mediano (em torno de 320 Gb) embutido no computador, e em outro HD externo para que você tenha copias de backup de seus arquivos mais importantes em dois lugares diferentes.
Já é possível encontrar HDs externos de 500 Gb por até R$ 300. Outra vantagem é que boa parte dos equipamentos como TVs e Home Theaters de hoje têm entradas USB, permitindo que você rode filmes, música e veja fotos diretamente do HD externo na TV.
5 – Placas Gráficas
As antigas placas de vídeo ganharam um nome pomposo – GPUs, ou Unidade de Processamento Gráfico, ou ainda Aceleradores Gráficos. Sua função é justamente “ajudar” a memória RAM a processar imagens de maneira mais rápida. A indústria lança placas novas periodicamente que permitem gráficos cada vez mais nítidos e rápidos.
Notebooks, netbooks e desktops normalmente vêm com a sua placa de vídeo instalada de fábrica, suficiente para que você desempenhe a maioria das tarefas cotidianas – ver um vídeo na internet ou em um DVD, por exemplo – sem maiores problemas.
No entanto, o desempenho dessas placas cai bastante em programas que usam uma grande quantidade de gráficos como os games mais recentes.
Se esse for o caso e se você estiver comprando um desktop, vale a pena consultar o preço de uma GPU extra. Notebooks já se tornam um caso mais complicado, já que é muito difícil fazer o upgrade desse tipo de placa em um compacto. Nesse caso, existem notebooks que já vêm turbinados para os gamers com placas de vídeo mais potentes e outros itens que melhoram a exibição de gráficos – é o caso dos modelos da linha Alienware, da Dell, ou da série G da Asus. Todos com preços bem salgados.
6 – Portas de Entrada e Saída
Desktops costumam ter um número padrão de portas USB e outras saídas de dados. Já os laptops pedem uma atenção especial. Aqui, mais é melhor, especialmente nos chamados netbooks, que normalmente vêm sem drives de leitura de CDs e DVDs.
Uma saída HDMI também é uma boa pedida, no caso dos notebooks. Ela permite que você conecte seu aparelho à TV para ver filmes – por exemplo – com alta qualidade de som e imagem.
7 – Acessórios
Dependendo do negócio, sobrando um dinheirinho, vale a pena investir em alguns acessórios.
Se você optar por um desktop, pode comprar um monitor maior, e de melhor qualidade. Alguns modelos a partir de 21 polegadas têm inclusive a capacidade de funcionar como uma TV. Eles tem entrada HDMI e RGB que permitem que você ligue – além do computador – conversores de TV à cabo. Os modelos giram em torno de R$ 700.
No caso dos compactos, verifique se você tem drive leitor/gravador de CD/DVD. Caso não exista você pode adquirir um modelo externo. Mas avalie! A oferta é grande e os preços variam muito. Além disso, os drives capazes de ler discos Blu-ray estão com preços em queda – chegando a custar menos de R$ 400.
Finalmente, como já dissemos antes, os drives de armazenamento estão cada vez mais baratos.
Independente de comprar um desktop, laptop ou netbook pode ser uma boa ideia colocar um HD externo no pacote, tanto para backup dos seus arquivos como para armazenar filmes, músicas e fotos que poderão ser vistos em outro lugar posteriormente.
Pimentas.
Pimentas.
Os frutos apresentam os mais diversos formatos, tamanhos e cores, do verde ao vermelho, do amarelo ao preto, além do alaranjado, do salmão e do roxo. Sensível a baixas temperaturas, as pimentas se adaptam muito bem em climas quentes e por isso devem ser cultivadas nos meses de calor.
A característica comum e exclusiva do gênero Capsicum é a "ardência", chamada pungência, que é atribuída a um alcalóide, a Capsaicina, que fica acumulada na parte interna do fruto. Compreende por volta de 27 espécies conhecidas. A estas plantas está associada a escala de Scoville, que mede o grau de "ardência" de pimentas.
A Capsaicina atua como cicatrizante de feridas, antioxidante, rica em flavonóides, favorece a redução de coágulos no sangue (uma aspirina natural), pois é vasodilatadora, previne a arteriosclerose, controla o colesterol, evita hemorragias, aumenta a resistência física. Além disso, estimula a produção de endorfinas no cérebro, hormônio que produz a sensação de bem estar, causando uma sensação muito agradável e elevando o nível do humor.
No Brasil, é uma das pimentas utilizadas para a chamada Pimenta Calabresa, depois de seca ou moída.
Pimenta de Caiena é originária da Guiana Francesa e é uma mistura de pimentas vermelhas como a malagueta, dedo-de-moça, entre outras. Encontrada em pó na coloração vermelha, tem sabor forte e pungente. É bastante utilizada nas cozinhas mexicana e tailandesa para temperar molhos, peixes e aves. É da espécie Capsicum Baccatum em Portugal, mas que é conhecida como "dedo de moça" ou "chifre de veado", este último associada a frutos de maiores dimensões e coloração mais intensa, no Brasil. Apresenta frutos alongados de coloração verde (imaturo) e vermelho (maduro), pugência picante baixo e aroma baixo. Mais suave que a malagueta e ligeiramente mais picante que a jalapeno, é uma pimenta saborosa que pode ser encontrada líquida, fresca, em conserva ou desidratada na forma de flocos com sementes, recebendo aí o nome de Pimenta Calabresa.
Na Europa, principalmente Itália, a Pimenta Calabresa é feita da Pepperoncini. Deve ser utilizada com moderação pois o processo de secagem acentua bastante o sabor e a pungência. Utiliza-se na preparação de molhos, lingüiça, lombo, carnes e peixes.
A Pimenta da Jamaica é o fruto da Pimenta Dióica que, devido ao sabor da pimenta que pode lembrar o cravo, a canela e a noz-moscada é conhecida também como pimenta "All Spice".
A Pimenta Preta, também conhecida como Pimenta Redonda e, no Brasil, como Pimenta-do-Reino, é uma das mais antigas especiarias conhecidas. As pequenas frutas provêm das drupas da planta trepadeira Piper Nigrum L. da família Piperaceae, que se desenvolvem nas florestas equatoriais da Ásia.
Os seus grãos, secos e moídos, são bastante utilizados na culinária de diversos países. Tem um sabor forte, levemente picante, proveniente de um composto químico chamado Piperina. Por essa razão foi utilizada desde a Idade Média para disfarçar o sabor dos alimentos em vias de decomposição. Atualmente o Brasil está entre os 3 primeiros maiores produtores de pimenta-do-reino.
Pimenta-de-Bode, apresenta frutos verdes (imaturos), amarelo ou vermelho (maduros), arredondados ou achatados, tipo pitanga. Sua pugência é alta e seu aroma também. É utilizada como condimento no preparo de carnes, arroz, feijão, pamonha salgada e até em biscoitos de polvilho e quando maduros, principalmente em conservas.
Pimenta Cumari é uma pimenta pequeninha, muito picante, ligeiramente amarga e baixo aroma. Nativa da mata brasileira, apresenta frutos arredondados ou ovalados, verde (imaturos) e vermelho (maduros). Encontra-se fresca ou em conserva.
Pimenta-de-Bode, apresenta frutos verdes (imaturos), amarelo ou vermelho (maduros), arredondados ou achatados, tipo pitanga. Sua pugência é alta e seu aroma também. É utilizada como condimento no preparo de carnes, arroz, feijão, pamonha salgada e até em biscoitos de polvilho e quando maduros, principalmente em conservas.
Pimenta Rosa não é uma pimenta, é o bago seco da Araroeira, uma espécie pioneira e nativa do Brasil, parente do caju, da manga e do cajá mirim. O que lhe confere esse nome são seus pequenos frutos que durante a maturação apresentam coloração brilhante e lustrosa, que vai do rosa claro até o vermelho escarlate, semelhante a uma pequena pimenta.
Dependendo da região onde se desenvolve é conhecida como aroeira, aroeira-vermelha, aroeira-pimenteira, pimenta do Brasil, aroeirinha, pimenta brasileira, entre outros nomes. No exterior foi introduzida na cozinha européia, pelo seu sabor suave, adocicado e levemente apimentado, com o nome de "Poivre Rose".
Uma das principais características culturais das tribos indígenas que habitavam as terras brasileiras na época do descobrimento era o cultivo de pimentas. Após o descobrimento, as sementes e frutos de pimentas passaram a ser cada vez mais cultivados, disseminado entre vários povos, utilizadas de diversas formas.
A "Capital Nacional da Pimenta", como é conhecido o município de Turuçu, começou a cultivá-las no final do século 19. Tal informação pode ser comprovada pelos depoimentos dos produtores da região, muitos deles já de idade elevada, tendo passado dos sessenta anos de idade, que relembram a cultura do cultivo, passada a eles por seus pais.
Pimenta Habanero, a mais forte, uma pimenta mexicana.
domingo, 24 de abril de 2011
Romance Ideal Versus Romance Real.
Romance ideal versus romance real.
Desde cedo, quando ainda somos crianças, somos estimulados a imaginar como será nossa vida futura. Teremos uma profissão tal, moraremos num lugar tal, nos casaremos, teremos filhos... Sobre os dois últimos, as meninas, em especial, são convidadas a pensar ainda nas primeiras brincadeiras. Meninas ganham bonecas, que são sentidas como verdadeiras filhas, brincam de ter uma família e um marido. Quando imaginam um marido, ele geralmente é idealizado e tem todas as características de um príncipe encantado de contos de fadas: é extremamente belo, muito gentil, bastante educado e, é claro, apaixonado pela donzela. Embora os meninos também brinquem de ter esposa e filhos, isso não me parece surgir com tanta força nas brincadeiras como com as meninas. Mais tarde um pouco, no entanto, já na pré-adolescência, começam a imaginar a mulher de seus sonhos: muito bela, dona de um corpo escultural e muito atenciosa.
Conforme crescemos, o que antes era brincadeira começa a se tornar realidade. Adultos, começamos a busca por nossas almas gêmeas, desejosos de termos um relacionamento sério com alguém. As características do tão sonhado príncipe encantado ou da princesa se transformam, e formamos uma ideia do par que desejamos ter. Começamos, então, a procurar um amor do jeito que imaginamos. É justamente aí que muitos encontram problemas. Deixe-me explicar por quê.
Quando imaginamos a pessoa que desejamos, estamos criando, em nossa imaginação, alguém que reúne determinadas características que admiramos. Criamos, assim, um “personagem” que não existe senão em nossas mentes. Isso porque este é um alguém ideal, e não uma pessoa de carne e osso, com imperfeições, como qualquer ser humano. Quando perseguimos esse ideal com afinco, acabamos nos decepcionando repetidas vezes, já que o que encontramos em nossa frente é sempre muito diferente do que pensamos.
Creio que esta seja uma dificuldade da qual muitos dos usuários do site sequer se dão conta que lhes acontece. Ela acaba gerando uma sucessão de frustrações sem que as pessoas entendam as razões para o insucesso. O que ocorre muitas vezes é o seguinte: ao procurar uma pessoa para um relacionamento sério, pode-se estabelecer uma série de atributos desejados no outro. Um usuário pode, por exemplo, buscar uma mulher que tenha idade entre 35 e 45 anos, que seja solteira, não fumante, que pratique esportes, tenha curso superior, que tenha altura até 1,70 e que goste de sair para restaurantes e boates. Qualquer um pode, portanto, ser bastante específico em suas preferências. Ao fazer isso, a pessoa está estabelecendo seu ideal de companheiro(a). É preciso, no entanto, ter a consciência disso, e ter a clareza de que uma coisa é o ideal e outra, às vezes bastante diferente, é a pessoa real. É importante ter em mente que, mesmo que o outro tenha exatamente as características buscadas, ele será diferente daquilo que você imaginou. Isso porque você não tem como saber precisamente como é alguém que você nunca viu.
O que fazer, então, quando você for procurar um amor? Em primeiro lugar, tenha cuidado com os seus ideais. É importante pensar se eles são atingíveis, ou seja, se você está imaginando alguém que tenha características que existem na realidade, ou se está em busca do príncipe ou princesa perfeitos dos contos de fadas.
Segundo, creio ser essencial não deixar que as preferências se transformem em uma armadilha que limite demais a busca. Posso, por exemplo, desejar ter um relacionamento sério com um homem com idade entre 35 e 40 anos. Mas será que não posso ter afinidade com aqueles que têm 41, 42, 33, 34? Um homem pode querer conhecer uma loira. Mas será que não há muitas morenas que poderiam ser consideradas por ele mesmo seu verdadeiro amor? Minha sugestão, então, é que as características desejadas no outro sejam sempre repensadas e relativizadas. Se elas não forem absolutamente imprescindíveis, por que não estar aberto a pessoas um pouco diferentes da que você imaginou?
É importante ter clareza de que o romance ideal é ideal exatamente porque ele não existe. Assim sendo, é preciso buscar o romance real, pois esse sim pode existir. O fato de as coisas às vezes saírem muito diferentes do que imaginamos não necessariamente é ruim. Podemos buscar o príncipe e nos apaixonarmos pelo ogro. Podemos nos surpreender ao ver que o ogro no fundo é um príncipe.
Dra. Mariana Santiago de Matos
Psicóloga.
Desde cedo, quando ainda somos crianças, somos estimulados a imaginar como será nossa vida futura. Teremos uma profissão tal, moraremos num lugar tal, nos casaremos, teremos filhos... Sobre os dois últimos, as meninas, em especial, são convidadas a pensar ainda nas primeiras brincadeiras. Meninas ganham bonecas, que são sentidas como verdadeiras filhas, brincam de ter uma família e um marido. Quando imaginam um marido, ele geralmente é idealizado e tem todas as características de um príncipe encantado de contos de fadas: é extremamente belo, muito gentil, bastante educado e, é claro, apaixonado pela donzela. Embora os meninos também brinquem de ter esposa e filhos, isso não me parece surgir com tanta força nas brincadeiras como com as meninas. Mais tarde um pouco, no entanto, já na pré-adolescência, começam a imaginar a mulher de seus sonhos: muito bela, dona de um corpo escultural e muito atenciosa.
Conforme crescemos, o que antes era brincadeira começa a se tornar realidade. Adultos, começamos a busca por nossas almas gêmeas, desejosos de termos um relacionamento sério com alguém. As características do tão sonhado príncipe encantado ou da princesa se transformam, e formamos uma ideia do par que desejamos ter. Começamos, então, a procurar um amor do jeito que imaginamos. É justamente aí que muitos encontram problemas. Deixe-me explicar por quê.
Quando imaginamos a pessoa que desejamos, estamos criando, em nossa imaginação, alguém que reúne determinadas características que admiramos. Criamos, assim, um “personagem” que não existe senão em nossas mentes. Isso porque este é um alguém ideal, e não uma pessoa de carne e osso, com imperfeições, como qualquer ser humano. Quando perseguimos esse ideal com afinco, acabamos nos decepcionando repetidas vezes, já que o que encontramos em nossa frente é sempre muito diferente do que pensamos.
Creio que esta seja uma dificuldade da qual muitos dos usuários do site sequer se dão conta que lhes acontece. Ela acaba gerando uma sucessão de frustrações sem que as pessoas entendam as razões para o insucesso. O que ocorre muitas vezes é o seguinte: ao procurar uma pessoa para um relacionamento sério, pode-se estabelecer uma série de atributos desejados no outro. Um usuário pode, por exemplo, buscar uma mulher que tenha idade entre 35 e 45 anos, que seja solteira, não fumante, que pratique esportes, tenha curso superior, que tenha altura até 1,70 e que goste de sair para restaurantes e boates. Qualquer um pode, portanto, ser bastante específico em suas preferências. Ao fazer isso, a pessoa está estabelecendo seu ideal de companheiro(a). É preciso, no entanto, ter a consciência disso, e ter a clareza de que uma coisa é o ideal e outra, às vezes bastante diferente, é a pessoa real. É importante ter em mente que, mesmo que o outro tenha exatamente as características buscadas, ele será diferente daquilo que você imaginou. Isso porque você não tem como saber precisamente como é alguém que você nunca viu.
O que fazer, então, quando você for procurar um amor? Em primeiro lugar, tenha cuidado com os seus ideais. É importante pensar se eles são atingíveis, ou seja, se você está imaginando alguém que tenha características que existem na realidade, ou se está em busca do príncipe ou princesa perfeitos dos contos de fadas.
Segundo, creio ser essencial não deixar que as preferências se transformem em uma armadilha que limite demais a busca. Posso, por exemplo, desejar ter um relacionamento sério com um homem com idade entre 35 e 40 anos. Mas será que não posso ter afinidade com aqueles que têm 41, 42, 33, 34? Um homem pode querer conhecer uma loira. Mas será que não há muitas morenas que poderiam ser consideradas por ele mesmo seu verdadeiro amor? Minha sugestão, então, é que as características desejadas no outro sejam sempre repensadas e relativizadas. Se elas não forem absolutamente imprescindíveis, por que não estar aberto a pessoas um pouco diferentes da que você imaginou?
É importante ter clareza de que o romance ideal é ideal exatamente porque ele não existe. Assim sendo, é preciso buscar o romance real, pois esse sim pode existir. O fato de as coisas às vezes saírem muito diferentes do que imaginamos não necessariamente é ruim. Podemos buscar o príncipe e nos apaixonarmos pelo ogro. Podemos nos surpreender ao ver que o ogro no fundo é um príncipe.
Dra. Mariana Santiago de Matos
Psicóloga.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Como consertar o que falaram sobre você na internet.
Como consertar o que falaram sobre você na internet.
Assim como nossa vida social, ataques de consumismo e desventuras amorosas acontecem cada vez mais na internet e acabamos deixando para trás, propositalmente ou não, um arsenal crescente de informações pessoais. Com isso, marketeiros, empregadores, pretendentes e até perseguidores e ladrões estão juntando os pedacinhos do mosaico de nossas vidas e, mesmo quando bastante acurado, pode ser que o resultado não seja tão agradável.
Bisbilhoteiros com mais tempo disponível para navegar na rede conseguem encontrar evidências de suas tendências políticas, desafios de saúde, problemas no trabalho e micos em festas em comentários postados em blogs ou no Facebook - informações que poderiam atrapalhar suas chances de ser aceito em uma instituição de ensino, de conseguir ou manter seu emprego ou mesmo de conquistar um pretendente. Muitos especialistas em privacidade temem que empresas usem dados deste tipo contra seus usuários, talvez para negar uma cobertura de seguro ou aplicar uma taxa de juros mais alta em um empréstimo.
Vida exposta ao mundo
“O acúmulo de dados pessoais online está criando o cenário para um Wikileaks de nossas vidas”, disse Michael Fertik, CEO da Reputation.com, antiga ReputationDefender, empresa que cobra para gerenciar informações e imagens online. “A coletânea valiosa de dados pessoais sobre cada um de nós está crescendo a níveis nunca esperados, e o vazamento de grande parte destes dados pode ser algo devastador no âmbito pessoal”, disse ele.
Se quisermos gerenciar nossa privacidade, é óbvio que o primeiro lugar para começar é nos motores de busca online, como o Google, o Bing e o Yahoo, exatamente onde as outras pessoas provavelmente irão checar sua vida. Digite palavras chave de seu nome, endereço, telefone e outros dados identificadores e veja o que acontece.
Não interrompa a busca depois de surgirem as primeiras páginas de resultados. Mesmo sendo as mais influentes, os micos e detalhes esquecidos podem acabar aparecendo na página seis ou mesmo depois. A advertência é do consultor Andy Beal, um dos autores de “Radically Transparent” (Radicalmente transparente, em tradução livre), livro sobre o monitoramento e gestão online de reputação, que alega já ter ajudado muita gente a remover informações da rede.
Procure também por contas que algum dia você abriu e não usa mais, principalmente em redes sociais ou sites de relacionamentos, onde você deve ter fornecido quantidade relevante de informações pessoais. Não somente seus detalhes podem ser desenterrados, como fez o blog Mashable ao postar supostas informações sobre os relacionamentos online de Julian Assange, fundador do Wikileaks, como o site para quem você confiou suas informações poderia alterar suas práticas de privacidade ou ainda ser adquirido por alguma empresa com políticas diferentes. Se você está aterrorizado por este trabalho de pesquisa, existem empresas ávidas a trabalhar em seu favor. A americana Abine cobra uma taxa anual de 99 dólares para fornecer relatórios trimestrais detalhando suas informações pessoais disponíveis na internet.
“As seis principais bases de dados online nos Estados Unidos - 123people.com, MyLife.com, Spokeo, US Search, WhitePages and PeopleFinder.com – têm um dossiê sobre minha vida. Todas elas têm meu endereço residencial, o que não me surpreende, e três delas enumeram alguns de meus familiares. A Abine também conseguiu encontrar uma engraçada discussão inflamada que postei em um fórum de assistência técnica alguns anos atrás. Por outro lado, não tinha muita coisa interessante. Aparentemente, venho mantendo um excelente controle de minha imagem online e as pessoas gostam de mim”, foi o que disse Sarah Paradisi, funcionária da Abine que compilou seu próprio relatório.
Como fazer?
A parte mais complicada do processo é mascarar as informações. Geralmente é possível removê-las por conta própria, embora a empreitada provavelmente consuma bastante tempo. Primeiramente, apague das redes sociais, como o Facebook, qualquer dado que alguém poderia usar para roubar sua identidade, como sua data de nascimento completa ou endereço de sua casa. Outros detalhes podem ser ocultados através de opções de segurança que os disponibilizam somente para amigos. Também remova ou desative contas em redes sociais que você já não acessa mais.
Se quiser remover informações sobre você postadas por terceiros, você vai ter de entrar em contato diretamente com essas pessoas. Um amigo no Facebook pode concordar em deletar aquela sua foto suspeita. Mas pode ser complicado contratar uma corretora de dados online - empresa que compra informações de bases de dados para revendê-las a outras empresas que as compilam - para remover o conteúdo, principalmente se o mesmo for verídico e legal. Andy Beal diz que pedir com jeitinho, explicando a razão, geralmente funciona.
“Talvez você tenha de esperar até 30 dias para ter as informações removidas. E eles não garantem que elas serão retiradas para sempre. É um problema bastante complicado”, adverte Amber N. Yoo, porta-voz da Privacy Rights Clearinghouse, que tem uma lista de 140 corretores. “As informações removidas devem desaparecer dos motores de busca dentro de algumas semanas. Se isto não acontecer, envie uma solicitação diretamente para estas empresas para que as mesmas sejam removidas.
O Google fornece instruções, mas sem a ação do proprietário do site, o motor de busca raramente remove conteúdo que não seja ilegal. Tudo isso pode se transformar em uma grande dor de cabeça. Uma amiga que teve de lidar com um perseguidor passou duas semanas tentando remover seu endereço pessoal de quatro sites e motores de busca.” Os sites cooperaram, mas ela conta que “ainda existe minha presença fantasma no Google”, mesmo depois dela enviar diversas solicitações para ter as informações removidas.
O Google informou que seu motor de busca refletiu o conteúdo que estava disponível na internet. De fato, aparentemente, seu endereço não foi completamente eliminado de um dos sites. Ela acabou desistindo depois de encontrar o histórico de todos os seus endereços em um site de busca de pessoas que cobrava dois dólares pela informação. Ela diz que aí ficou claro que todo aquele esforço de sua parte foi em vão. Muitos sites, dentre eles o Google e algumas agências de notícias, fazem parte do segmento de informações e podem não se dispor a removê-las, principalmente se elas são verídicas.
Se os mesmos não tomarem uma atitude, especialistas sugerem criar mais conteúdos favoráveis sobre você, como um perfil no LinkedIn ou um blog pessoal, para rebaixar os desfavoráveis para a terceira ou quarta tela de resultados de busca, onde poucas pessoas se preocupam em olhar. Se o conteúdo for difamatório – seja ele falso ou prejudicial – ou ainda ilegal, Beal recomenda contratar um advogado.
O preço de sair da internet
Empresas especializadas podem ajudar os consumidores a lidar com problemas deste tipo. A mais conhecida delas nos é a Reputation.com, que cobra uma taxa anual de 99 dólares pelo serviço MyPrivacy, que identifica, remove e mantém sua informação fora da rede e de bases de dados comerciais. O serviço também dispõe de tecnologia para interromper o rastreamento e coleta de dados através de cookies, o que pode ajudar a evitar a saída de mais informações.
A Abine, que também dispõe de um aplicativo anti-cookies, comercializa um serviço sob medida chamado DeleteMe, para remover partes específicas de conteúdo online. A retirada de informações de consumidores de 16 das principais bases de dados sai por 75 dólares, por exemplo, enquanto que a remoção de resultados específicos de motores de busca, vídeos do YouTube e conteúdo da Web, custa entre 10 e 50 dólares por entrada.
“Muito pouca gente se importaria em sair por aí a procura destas informações. A dificuldade é proposital, principalmente para quem tem um emprego em período integral e outras coisas pra fazer”, disse Eugene Kuznettsov, presidente da Abine. E é justamente com isso que os bisbilhoteiros de plantão estão contando.
Empresas especializadas em apagar informações pessoais da rede são cada vez mais requisitadas.
Assim como nossa vida social, ataques de consumismo e desventuras amorosas acontecem cada vez mais na internet e acabamos deixando para trás, propositalmente ou não, um arsenal crescente de informações pessoais. Com isso, marketeiros, empregadores, pretendentes e até perseguidores e ladrões estão juntando os pedacinhos do mosaico de nossas vidas e, mesmo quando bastante acurado, pode ser que o resultado não seja tão agradável.
Bisbilhoteiros com mais tempo disponível para navegar na rede conseguem encontrar evidências de suas tendências políticas, desafios de saúde, problemas no trabalho e micos em festas em comentários postados em blogs ou no Facebook - informações que poderiam atrapalhar suas chances de ser aceito em uma instituição de ensino, de conseguir ou manter seu emprego ou mesmo de conquistar um pretendente. Muitos especialistas em privacidade temem que empresas usem dados deste tipo contra seus usuários, talvez para negar uma cobertura de seguro ou aplicar uma taxa de juros mais alta em um empréstimo.
Vida exposta ao mundo
“O acúmulo de dados pessoais online está criando o cenário para um Wikileaks de nossas vidas”, disse Michael Fertik, CEO da Reputation.com, antiga ReputationDefender, empresa que cobra para gerenciar informações e imagens online. “A coletânea valiosa de dados pessoais sobre cada um de nós está crescendo a níveis nunca esperados, e o vazamento de grande parte destes dados pode ser algo devastador no âmbito pessoal”, disse ele.
Se quisermos gerenciar nossa privacidade, é óbvio que o primeiro lugar para começar é nos motores de busca online, como o Google, o Bing e o Yahoo, exatamente onde as outras pessoas provavelmente irão checar sua vida. Digite palavras chave de seu nome, endereço, telefone e outros dados identificadores e veja o que acontece.
Não interrompa a busca depois de surgirem as primeiras páginas de resultados. Mesmo sendo as mais influentes, os micos e detalhes esquecidos podem acabar aparecendo na página seis ou mesmo depois. A advertência é do consultor Andy Beal, um dos autores de “Radically Transparent” (Radicalmente transparente, em tradução livre), livro sobre o monitoramento e gestão online de reputação, que alega já ter ajudado muita gente a remover informações da rede.
Procure também por contas que algum dia você abriu e não usa mais, principalmente em redes sociais ou sites de relacionamentos, onde você deve ter fornecido quantidade relevante de informações pessoais. Não somente seus detalhes podem ser desenterrados, como fez o blog Mashable ao postar supostas informações sobre os relacionamentos online de Julian Assange, fundador do Wikileaks, como o site para quem você confiou suas informações poderia alterar suas práticas de privacidade ou ainda ser adquirido por alguma empresa com políticas diferentes. Se você está aterrorizado por este trabalho de pesquisa, existem empresas ávidas a trabalhar em seu favor. A americana Abine cobra uma taxa anual de 99 dólares para fornecer relatórios trimestrais detalhando suas informações pessoais disponíveis na internet.
“As seis principais bases de dados online nos Estados Unidos - 123people.com, MyLife.com, Spokeo, US Search, WhitePages and PeopleFinder.com – têm um dossiê sobre minha vida. Todas elas têm meu endereço residencial, o que não me surpreende, e três delas enumeram alguns de meus familiares. A Abine também conseguiu encontrar uma engraçada discussão inflamada que postei em um fórum de assistência técnica alguns anos atrás. Por outro lado, não tinha muita coisa interessante. Aparentemente, venho mantendo um excelente controle de minha imagem online e as pessoas gostam de mim”, foi o que disse Sarah Paradisi, funcionária da Abine que compilou seu próprio relatório.
Como fazer?
A parte mais complicada do processo é mascarar as informações. Geralmente é possível removê-las por conta própria, embora a empreitada provavelmente consuma bastante tempo. Primeiramente, apague das redes sociais, como o Facebook, qualquer dado que alguém poderia usar para roubar sua identidade, como sua data de nascimento completa ou endereço de sua casa. Outros detalhes podem ser ocultados através de opções de segurança que os disponibilizam somente para amigos. Também remova ou desative contas em redes sociais que você já não acessa mais.
Se quiser remover informações sobre você postadas por terceiros, você vai ter de entrar em contato diretamente com essas pessoas. Um amigo no Facebook pode concordar em deletar aquela sua foto suspeita. Mas pode ser complicado contratar uma corretora de dados online - empresa que compra informações de bases de dados para revendê-las a outras empresas que as compilam - para remover o conteúdo, principalmente se o mesmo for verídico e legal. Andy Beal diz que pedir com jeitinho, explicando a razão, geralmente funciona.
“Talvez você tenha de esperar até 30 dias para ter as informações removidas. E eles não garantem que elas serão retiradas para sempre. É um problema bastante complicado”, adverte Amber N. Yoo, porta-voz da Privacy Rights Clearinghouse, que tem uma lista de 140 corretores. “As informações removidas devem desaparecer dos motores de busca dentro de algumas semanas. Se isto não acontecer, envie uma solicitação diretamente para estas empresas para que as mesmas sejam removidas.
O Google fornece instruções, mas sem a ação do proprietário do site, o motor de busca raramente remove conteúdo que não seja ilegal. Tudo isso pode se transformar em uma grande dor de cabeça. Uma amiga que teve de lidar com um perseguidor passou duas semanas tentando remover seu endereço pessoal de quatro sites e motores de busca.” Os sites cooperaram, mas ela conta que “ainda existe minha presença fantasma no Google”, mesmo depois dela enviar diversas solicitações para ter as informações removidas.
O Google informou que seu motor de busca refletiu o conteúdo que estava disponível na internet. De fato, aparentemente, seu endereço não foi completamente eliminado de um dos sites. Ela acabou desistindo depois de encontrar o histórico de todos os seus endereços em um site de busca de pessoas que cobrava dois dólares pela informação. Ela diz que aí ficou claro que todo aquele esforço de sua parte foi em vão. Muitos sites, dentre eles o Google e algumas agências de notícias, fazem parte do segmento de informações e podem não se dispor a removê-las, principalmente se elas são verídicas.
Se os mesmos não tomarem uma atitude, especialistas sugerem criar mais conteúdos favoráveis sobre você, como um perfil no LinkedIn ou um blog pessoal, para rebaixar os desfavoráveis para a terceira ou quarta tela de resultados de busca, onde poucas pessoas se preocupam em olhar. Se o conteúdo for difamatório – seja ele falso ou prejudicial – ou ainda ilegal, Beal recomenda contratar um advogado.
O preço de sair da internet
Empresas especializadas podem ajudar os consumidores a lidar com problemas deste tipo. A mais conhecida delas nos é a Reputation.com, que cobra uma taxa anual de 99 dólares pelo serviço MyPrivacy, que identifica, remove e mantém sua informação fora da rede e de bases de dados comerciais. O serviço também dispõe de tecnologia para interromper o rastreamento e coleta de dados através de cookies, o que pode ajudar a evitar a saída de mais informações.
A Abine, que também dispõe de um aplicativo anti-cookies, comercializa um serviço sob medida chamado DeleteMe, para remover partes específicas de conteúdo online. A retirada de informações de consumidores de 16 das principais bases de dados sai por 75 dólares, por exemplo, enquanto que a remoção de resultados específicos de motores de busca, vídeos do YouTube e conteúdo da Web, custa entre 10 e 50 dólares por entrada.
“Muito pouca gente se importaria em sair por aí a procura destas informações. A dificuldade é proposital, principalmente para quem tem um emprego em período integral e outras coisas pra fazer”, disse Eugene Kuznettsov, presidente da Abine. E é justamente com isso que os bisbilhoteiros de plantão estão contando.
O que as redes sociais revelam sobre você?
O que as redes sociais revelam sobre você?
Foi-se o tempo em que apenas as melhores fotos e situações eram publicadas nas páginas da internet. Uma pesquisa recente feita pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos, comprovou que os internautas estão revelando a verdade, ou seja, postando coisas boas e ruins sobre suas vidas, em redes sociais como o Facebook.
Segundo o estudo encabeçado pelo psicólogo Sam Gosling, especialista em comportamento humano e autor do livro “Psiu, dê uma espiadinha!” (Editora Campus) , as pessoas não estão se mostrando de maneira parcial na web. “Fiquei impressionado com o resultado, já que o consenso estabelecido é de que as pessoas usam seus perfis para promover uma impressão melhor de si mesmas. O estudo comprovou o contrário: elas realmente mostram aspectos reais de suas personalidades”, diz.
Gosling e uma equipe de pesquisadores coletaram informações de 236 perfis de jovens dos Estados Unidos e da Alemanha. E aplicaram questionários para avaliar o perfil dos usuários, as características reais de suas personalidades e os traços ideais, o modo como gostariam de ser vistos pelos outros. O resultado mostrou que havia uma grande compatibilidade entre o que estava na rede e as características verdadeiras das pessoas.
Gosling concluiu que expressar a personalidade real na web tem duas vantagens. “Primeiramente, permite que o proprietário do perfil satisfaça uma necessidade básica de se revelar e ser percebido pelo outro. Em segundo, gera uma confiança no sistema de redes sociais como um todo”, diz.
Para Gerson Rolim, diretor-executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, entidade que promove a segurança dos negócios eletrônicos nacionais, a tendência evidencia a maturidade da rede. “As pessoas estão percebendo que a internet é uma extensão da vida real e que o perfil offline é o mesmo do online”, acredita o especialista. Rolim ainda afirma que o Twitter é um dos grandes responsáveis por esse novo comportamento do internauta.
“Redes sociais instantâneas com certeza incentivam as pessoas a se revelarem como são”, diz Rolim. Entretanto, o diretor ressalta que é necessário prestar atenção com o que se posta em redes sociais. “O internauta tem que ter claro que a mensagem que escreve ecoa para os diversos seguidores ou amigos que tem”, diz. E, cá entre nós, nem todos amigos são tão íntimos assim.
E deixa a dica: “Bom senso, tanto online quanto offline, é fundamental para se levar uma vida social saudável”, diz. “Se você está escrevendo uma informação que te deixa minimamente desconfortável, pare antes de postá-la. O desconforto significa que ela não deve ser divulgada ali”, conclui.
Espaço público
Apesar de todo o sucesso das redes sociais e dos benefícios da web, existem consequências em revelar detalhes de sua vida pessoal na rede. “Internet é espaço público e tudo o que a pessoa publica tem uma propagação muito maior do que na vida real”, diz Luciana Rufu, psicóloga do Núcleo de Pesquisas em Psicologia e Informática da PUC – SP (NPPI), especializada em dependência em internet.
Para a especialista, o internauta não tem controle sobre a propagação de um comentário ou foto que divulgou. “O problema é que se você publica uma foto, não tem depois como parar a sua propagação”, diz.
A psicóloga Ivelise Fortim, também especialista em vício em internet e membro do NPPI, acredita que tendência de se revelar muito na web também é prejudicial porque a pessoa pode não aguentar o excesso de exposição e as críticas dos outros. “Tem muita gente que não está preparada para suportar a repercussão de ter sua vida comentada na web”, finaliza.
Pesquisa mostra que os internautas exibem perfis verdadeiros na web.
Foi-se o tempo em que apenas as melhores fotos e situações eram publicadas nas páginas da internet. Uma pesquisa recente feita pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos, comprovou que os internautas estão revelando a verdade, ou seja, postando coisas boas e ruins sobre suas vidas, em redes sociais como o Facebook.
Segundo o estudo encabeçado pelo psicólogo Sam Gosling, especialista em comportamento humano e autor do livro “Psiu, dê uma espiadinha!” (Editora Campus) , as pessoas não estão se mostrando de maneira parcial na web. “Fiquei impressionado com o resultado, já que o consenso estabelecido é de que as pessoas usam seus perfis para promover uma impressão melhor de si mesmas. O estudo comprovou o contrário: elas realmente mostram aspectos reais de suas personalidades”, diz.
Gosling e uma equipe de pesquisadores coletaram informações de 236 perfis de jovens dos Estados Unidos e da Alemanha. E aplicaram questionários para avaliar o perfil dos usuários, as características reais de suas personalidades e os traços ideais, o modo como gostariam de ser vistos pelos outros. O resultado mostrou que havia uma grande compatibilidade entre o que estava na rede e as características verdadeiras das pessoas.
Gosling concluiu que expressar a personalidade real na web tem duas vantagens. “Primeiramente, permite que o proprietário do perfil satisfaça uma necessidade básica de se revelar e ser percebido pelo outro. Em segundo, gera uma confiança no sistema de redes sociais como um todo”, diz.
Para Gerson Rolim, diretor-executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, entidade que promove a segurança dos negócios eletrônicos nacionais, a tendência evidencia a maturidade da rede. “As pessoas estão percebendo que a internet é uma extensão da vida real e que o perfil offline é o mesmo do online”, acredita o especialista. Rolim ainda afirma que o Twitter é um dos grandes responsáveis por esse novo comportamento do internauta.
“Redes sociais instantâneas com certeza incentivam as pessoas a se revelarem como são”, diz Rolim. Entretanto, o diretor ressalta que é necessário prestar atenção com o que se posta em redes sociais. “O internauta tem que ter claro que a mensagem que escreve ecoa para os diversos seguidores ou amigos que tem”, diz. E, cá entre nós, nem todos amigos são tão íntimos assim.
E deixa a dica: “Bom senso, tanto online quanto offline, é fundamental para se levar uma vida social saudável”, diz. “Se você está escrevendo uma informação que te deixa minimamente desconfortável, pare antes de postá-la. O desconforto significa que ela não deve ser divulgada ali”, conclui.
Espaço público
Apesar de todo o sucesso das redes sociais e dos benefícios da web, existem consequências em revelar detalhes de sua vida pessoal na rede. “Internet é espaço público e tudo o que a pessoa publica tem uma propagação muito maior do que na vida real”, diz Luciana Rufu, psicóloga do Núcleo de Pesquisas em Psicologia e Informática da PUC – SP (NPPI), especializada em dependência em internet.
Para a especialista, o internauta não tem controle sobre a propagação de um comentário ou foto que divulgou. “O problema é que se você publica uma foto, não tem depois como parar a sua propagação”, diz.
A psicóloga Ivelise Fortim, também especialista em vício em internet e membro do NPPI, acredita que tendência de se revelar muito na web também é prejudicial porque a pessoa pode não aguentar o excesso de exposição e as críticas dos outros. “Tem muita gente que não está preparada para suportar a repercussão de ter sua vida comentada na web”, finaliza.
A obrigação de ser a pessoa mais feliz do mundo.
A obrigação de ser a pessoa mais feliz do mundo.
Se a Rainha Má da história de Branca de Neve vivesse nos dias de hoje, talvez sua pergunta para o espelho fosse um pouquinho diferente: “Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo pessoa mais feliz do eu”. A felicidade virou quase uma competição: quem está mais animado para as festas, quem se divertiu mais no feriado, quem aparece em mais viagens nos álbuns das redes sociais.
O Carnaval é bastante emblemático neste ponto. Os artistas aparecem sempre sorrindo e cheios de projetos para o futuro. Os festeiros que não têm espaço nos concorridos camarotes dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo vão para alguma cidade muito famosa por suas baladas intermináveis.
Com todo este cenário de glamour que a festa inspira, é de se imaginar o que acontece com as pessoas não têm nenhuma viagem marcada e nem eventos para comparecer. Será que todo mundo está se divertindo mais do que você?
Pseudolazer
Não necessariamente. “Há muito apelo para o consumo de bens e para um pseudolazer. Mas a atividade que estou fazendo no meu momento de lazer realmente me dá prazer? É uma pergunta fundamental que todos precisam se fazer. Se alguém vai a uma viagem ou a um evento por obrigação, é preciso parar e pensar se realmente deve continuar assim”, alerta Marlise A. Bassani, professora de psicologia ambiental do programa de estudos pós-graduados em psicologia clínica e do curso de psicologia da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da PUC de São Paulo.
É preciso aceitar que nem todos precisam expor suas conquistas para serem felizes.“Se uma pessoa não gosta de folia, de bagunça pode ficar bem sozinha lendo um livro ou ouvindo uma música. Se ela está fazendo algo que dê prazer e se foi uma escolha, não tem por que se sentir infeliz vendo as outras pessoas festejando”, afirma a psicóloga e psicoterapeuta Mariah Bressani.
É muito importante que o indivíduo se conheça de verdade. De acordo com Mariah, se perguntarmos para cada um quais são as coisas que realmente importam na sua vida, poucos vão saber responder com sinceridade. A professora Marlise completa: “estamos em constante evolução e crescimento. As pessoas precisam entender que as diferentes fases da vida podem nos apresentam hábitos e perspectivas novas”.
Exposição e redes sociais
Pessoas competem para ver quem tem mais amigos nas redes sociais, postam fotos e mais fotos de uma viagem simplesmente “M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A” e jamais ficam um sábado à noite em casa de pijama, assistindo qualquer coisa na televisão. Sempre vai rolar uma festa inesquecível. A impressão é que todos vivem 24 horas por dia numa felicidade profunda.
“O ser humano tem algumas necessidades básicas, entre elas estão a de ser especial e a de pertencer. As duas envolvem relacionamento com outras pessoas. O olhar do outro tem muito importância. As redes sociais são uma conseqüência destas vontades dos indivíduos”, analisa Mariah.
Mas todos devem tomar muito cuidado com o que expõem sobre si, lembra Marlise. “Não tem como ter certeza que a informação divulgada hoje não irá causar um constrangimento no futuro”.
Os sites de relacionamento permitem que todos criem um estilo de vida que consideram o melhor e o mais bacana. “Na rede social você quer ser conhecido, quer ser visto.
Só que nem sempre como você realmente é. Muitas vezes as pessoas não querem ser vistas como alguém que passa por momentos de tristeza. É como se fosse um personagem. Pode ser uma maneira de pertencer a um determinado grupo”, diz Marlise.
Um dos problemas que interpretar um personagem pode trazer é a obrigação de ter que desempenhá-lo o tempo inteiro. “Mostrar-se sempre bem e feliz acaba sendo obrigatório. Se todos do grupo estão bem e você não, certamente você vai achar que tem algo de errado com a sua vida. Mas as coisas não são tão simples. Todos nós temos momentos de tristeza e decepções”.
Carnaval é tempo de se mostrar e esbanjar alegria, certo? Nem sempre. Não há nada de errado em optar por se recolher no feriado
Se a Rainha Má da história de Branca de Neve vivesse nos dias de hoje, talvez sua pergunta para o espelho fosse um pouquinho diferente: “Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo pessoa mais feliz do eu”. A felicidade virou quase uma competição: quem está mais animado para as festas, quem se divertiu mais no feriado, quem aparece em mais viagens nos álbuns das redes sociais.
O Carnaval é bastante emblemático neste ponto. Os artistas aparecem sempre sorrindo e cheios de projetos para o futuro. Os festeiros que não têm espaço nos concorridos camarotes dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo vão para alguma cidade muito famosa por suas baladas intermináveis.
Com todo este cenário de glamour que a festa inspira, é de se imaginar o que acontece com as pessoas não têm nenhuma viagem marcada e nem eventos para comparecer. Será que todo mundo está se divertindo mais do que você?
Pseudolazer
Não necessariamente. “Há muito apelo para o consumo de bens e para um pseudolazer. Mas a atividade que estou fazendo no meu momento de lazer realmente me dá prazer? É uma pergunta fundamental que todos precisam se fazer. Se alguém vai a uma viagem ou a um evento por obrigação, é preciso parar e pensar se realmente deve continuar assim”, alerta Marlise A. Bassani, professora de psicologia ambiental do programa de estudos pós-graduados em psicologia clínica e do curso de psicologia da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da PUC de São Paulo.
É preciso aceitar que nem todos precisam expor suas conquistas para serem felizes.“Se uma pessoa não gosta de folia, de bagunça pode ficar bem sozinha lendo um livro ou ouvindo uma música. Se ela está fazendo algo que dê prazer e se foi uma escolha, não tem por que se sentir infeliz vendo as outras pessoas festejando”, afirma a psicóloga e psicoterapeuta Mariah Bressani.
É muito importante que o indivíduo se conheça de verdade. De acordo com Mariah, se perguntarmos para cada um quais são as coisas que realmente importam na sua vida, poucos vão saber responder com sinceridade. A professora Marlise completa: “estamos em constante evolução e crescimento. As pessoas precisam entender que as diferentes fases da vida podem nos apresentam hábitos e perspectivas novas”.
Exposição e redes sociais
Pessoas competem para ver quem tem mais amigos nas redes sociais, postam fotos e mais fotos de uma viagem simplesmente “M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A” e jamais ficam um sábado à noite em casa de pijama, assistindo qualquer coisa na televisão. Sempre vai rolar uma festa inesquecível. A impressão é que todos vivem 24 horas por dia numa felicidade profunda.
“O ser humano tem algumas necessidades básicas, entre elas estão a de ser especial e a de pertencer. As duas envolvem relacionamento com outras pessoas. O olhar do outro tem muito importância. As redes sociais são uma conseqüência destas vontades dos indivíduos”, analisa Mariah.
Mas todos devem tomar muito cuidado com o que expõem sobre si, lembra Marlise. “Não tem como ter certeza que a informação divulgada hoje não irá causar um constrangimento no futuro”.
Os sites de relacionamento permitem que todos criem um estilo de vida que consideram o melhor e o mais bacana. “Na rede social você quer ser conhecido, quer ser visto.
Só que nem sempre como você realmente é. Muitas vezes as pessoas não querem ser vistas como alguém que passa por momentos de tristeza. É como se fosse um personagem. Pode ser uma maneira de pertencer a um determinado grupo”, diz Marlise.
Um dos problemas que interpretar um personagem pode trazer é a obrigação de ter que desempenhá-lo o tempo inteiro. “Mostrar-se sempre bem e feliz acaba sendo obrigatório. Se todos do grupo estão bem e você não, certamente você vai achar que tem algo de errado com a sua vida. Mas as coisas não são tão simples. Todos nós temos momentos de tristeza e decepções”.
Como proteger seu filho na internet.
Como proteger seu filho na internet.
As crianças brasileiras são campeãs mundiais de tempo passado online: elas ficam, em média, 18,3 horas por semana conectadas à internet. A média mundial é de 11,4 horas por semana - 10% a mais do que no ano passado, quando a média era 9,17 horas semanais. Este e outros dados interessantes sobre a relação das crianças com a web - e o papel dos pais nesta equação - foram divulgados ontem em um relatório de uma empresa de segurança online.
De acordo com o Norton Online Family Report, realizado com mais de 9.800 pessoas em 14 países - entre eles Alemanha, Brasil, China, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Japão e Reino Unido - 4 a cada 10 pais afirmam que sempre sabem o que seus filhos estão fazendo online. Um número surpreendentemente alto diante da quantidade de crianças que afirmam ter "experiências negativas" na web: 62% das entrevistadas. Será que os pais realmente monitoram seus filhos? "É possível que eles monitorem o computador de casa, mas muitas vezes as crianças acessam de locais públicos", alerta a advogada Marcela Macedo, do escritório especializado em direito digital PPP Advogados e coordenadora do Movimento Criança Mais Segura na Internet.
52% dos pais admitiram que estão conscientes das atividades internéticas das crianças somente "algumas vezes". Só 5% dos pais confessaram não ter a menor ideia do que os filhos fazem online. Mas, para as crianças, 20% dos pais não sabem de suas atividades e paradeiros virtuais.
E, afinal, o que as crianças fazem online?
Segundo as respostas delas mesmas, 83% jogam, 73% navegam pela internet, 71% fazem tarefas escolares e 67% conversam com os amigos.
Seis a cada 10 pais se preocupam com a possibilidade de seus filhos ficarem expostos a conteúdos indecentes. Eles temem, ainda, que as crianças forneçam informações pessoais demais. Uma preocupação que, para Marcela, tem muita razão de ser. "A criança pode não publicar o endereço da escola onde estuda, mas posta, por exemplo, uma foto com a camiseta do uniforme. Ela não tem experiência suficiente para filtrar aquilo que ela publica, ou para entender o risco que estas informações podem trazer", diz ela.
Experiências negativas
Na pesquisa mundial, 62% das crianças disseram ter tido experiências negativas online. 41% delas relataram ter sido convidadas a fazer parte de redes sociais por pessoas que não conheciam. 33% baixaram vírus. 25% viram imagens violentas ou de nudez e 10% foram convidadas por pessoas desconhecidas a se encontrar com elas na vida real.
As crianças reagem a estas experiências negativas de maneiras diferentes. Mais de um terço delas sentem raiva, frustração, medo e preocupação depois das experiências. Um quinto sentem-se envergonhadas, pois acreditam que a culpa pela experiência é delas.
"É fundamental que as crianças saibam que seus pais vão ouvi-las e ajudá-las a corrigir as coisas", recomenda Marian Merritt, Conselheira de Segurança na Internet da Norton, no relatório. Marcela concorda e revela a palavra-chave para que os filhos naveguem com segurança: participação.
"Os pais precisam participar da vida digital dos filhos, para evitar ao maximo que as coisas ruins cheguem às crianças. O que eles acharem necessário para a segurança dos filhos, devem fazer", recomenda. É importante lembrar que os pais também devem conhecer a rede: "Não há como orientar sem conhecer", finaliza.
Dicas práticas para monitorar o uso da internet por seu filho
- De tempos em tempos, pesquise os nomes da criança em um sistema de busca, para ver o que aparece.
- Dependendo da idade de seu filho, vale ter as senhas de emails, programas de mensagens instantâneas e redes sociais das quais eles participam. Você pode criar os perfis junto a ele.
- Navegue junto à criança e estabeleça horários para o uso do computador em casa.
- Instale um bloqueador de endereços impróprios.
- Navegue sozinho, participe das redes sociais em que seus filhos se encontram, tenha perfis de programas de mensagens instantâneas. É preciso conhecer para ensinar.
- Deixe o computador de casa em um lugar de passagem, como numa mesa no corredor ou na sala.
4 a cada 10 pais acreditam saber tudo que seus filhos fazem na web, mas 62% das crianças já passaram por "experiências negativas".
As crianças brasileiras são campeãs mundiais de tempo passado online: elas ficam, em média, 18,3 horas por semana conectadas à internet. A média mundial é de 11,4 horas por semana - 10% a mais do que no ano passado, quando a média era 9,17 horas semanais. Este e outros dados interessantes sobre a relação das crianças com a web - e o papel dos pais nesta equação - foram divulgados ontem em um relatório de uma empresa de segurança online.
De acordo com o Norton Online Family Report, realizado com mais de 9.800 pessoas em 14 países - entre eles Alemanha, Brasil, China, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Japão e Reino Unido - 4 a cada 10 pais afirmam que sempre sabem o que seus filhos estão fazendo online. Um número surpreendentemente alto diante da quantidade de crianças que afirmam ter "experiências negativas" na web: 62% das entrevistadas. Será que os pais realmente monitoram seus filhos? "É possível que eles monitorem o computador de casa, mas muitas vezes as crianças acessam de locais públicos", alerta a advogada Marcela Macedo, do escritório especializado em direito digital PPP Advogados e coordenadora do Movimento Criança Mais Segura na Internet.
52% dos pais admitiram que estão conscientes das atividades internéticas das crianças somente "algumas vezes". Só 5% dos pais confessaram não ter a menor ideia do que os filhos fazem online. Mas, para as crianças, 20% dos pais não sabem de suas atividades e paradeiros virtuais.
E, afinal, o que as crianças fazem online?
Segundo as respostas delas mesmas, 83% jogam, 73% navegam pela internet, 71% fazem tarefas escolares e 67% conversam com os amigos.
Seis a cada 10 pais se preocupam com a possibilidade de seus filhos ficarem expostos a conteúdos indecentes. Eles temem, ainda, que as crianças forneçam informações pessoais demais. Uma preocupação que, para Marcela, tem muita razão de ser. "A criança pode não publicar o endereço da escola onde estuda, mas posta, por exemplo, uma foto com a camiseta do uniforme. Ela não tem experiência suficiente para filtrar aquilo que ela publica, ou para entender o risco que estas informações podem trazer", diz ela.
Experiências negativas
Na pesquisa mundial, 62% das crianças disseram ter tido experiências negativas online. 41% delas relataram ter sido convidadas a fazer parte de redes sociais por pessoas que não conheciam. 33% baixaram vírus. 25% viram imagens violentas ou de nudez e 10% foram convidadas por pessoas desconhecidas a se encontrar com elas na vida real.
As crianças reagem a estas experiências negativas de maneiras diferentes. Mais de um terço delas sentem raiva, frustração, medo e preocupação depois das experiências. Um quinto sentem-se envergonhadas, pois acreditam que a culpa pela experiência é delas.
"É fundamental que as crianças saibam que seus pais vão ouvi-las e ajudá-las a corrigir as coisas", recomenda Marian Merritt, Conselheira de Segurança na Internet da Norton, no relatório. Marcela concorda e revela a palavra-chave para que os filhos naveguem com segurança: participação.
"Os pais precisam participar da vida digital dos filhos, para evitar ao maximo que as coisas ruins cheguem às crianças. O que eles acharem necessário para a segurança dos filhos, devem fazer", recomenda. É importante lembrar que os pais também devem conhecer a rede: "Não há como orientar sem conhecer", finaliza.
Dicas práticas para monitorar o uso da internet por seu filho
- De tempos em tempos, pesquise os nomes da criança em um sistema de busca, para ver o que aparece.
- Dependendo da idade de seu filho, vale ter as senhas de emails, programas de mensagens instantâneas e redes sociais das quais eles participam. Você pode criar os perfis junto a ele.
- Navegue junto à criança e estabeleça horários para o uso do computador em casa.
- Instale um bloqueador de endereços impróprios.
- Navegue sozinho, participe das redes sociais em que seus filhos se encontram, tenha perfis de programas de mensagens instantâneas. É preciso conhecer para ensinar.
- Deixe o computador de casa em um lugar de passagem, como numa mesa no corredor ou na sala.
Crianças na internet: cuidados básicos.
Crianças na internet: cuidados básicos.
Segundo um levantamento do Ibope Nielsen, encomendado pelo jornal Valor Econômico, e divulgado no início deste mês, 14% dos internautas que acessaram a internet no Brasil em dezembro eram crianças entre 2 e 11 anos. Em números absolutos, a porcentagem representa 4 milhões de internautas mirins. Há 10 anos, as crianças representavam 6% dos internautas que acessavam a internet.
A pesquisa levantou outros dados interessantes: mais da metade destas crianças acessaram ao menos uma loja virtual ao navegar, 15% das visitas a sites de jogos são feitos por crianças e elas representam 10% das visitas ao popular site de relacionamento Orkut.
O acesso livre à internet nesta idade preocupa os pais - e não sem razão. A rede deixa as crianças expostas a crimes que vão de uma simples fraude à pedofilia. Isso sem contar que o excesso de tempo passado em frente ao computador tira a criança de outras atividades recomendáveis, como brincar com colegas, exercitar-se ou conviver com a família.
Sueli Caramello Uliano, pedagoga e Mestra em Letras pela Universidade de São Paulo, é Presidente do Conselho da ONG Família Viva - e também mãe de família. Para ela, o primeiro problema da internet é o vício. "O tempo passa enquanto estamos navegando e nem nos damos conta. Qualquer pessoa, criança ou adulto, corre o risco de não conseguir desligar-se do computador", diz.
Para escapar desta cilada, a palavra-chave é disciplina. Em termos práticos, isso significa estabelecer um horário para uso da internet e respeitá-lo, além de instalar filtros de segurança para limitar o acesso a sites impróprios. "Também é prudente ter o computador num local de circulação e não dentro do quarto, onde uma criança ou um adolescente podem acessar sites inconvenientes e perigosos", recomenda.
Há quem defenda atitudes mais radicais, como Valdemar Setzer, professor titular do Departamento de Ciências da Computação no Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, que acredita que o uso de computadores por crianças menores de 16 ou 17 anos é um "crime contra a infância". Em artigo citado em seu website, ele declara: "Senhores e senhoras, internet não é para crianças e jovens.
Ela exige uma maturidade fantástica, pois senão o seu usuario vai perder uma enormidade de tempo navegando indisciplinadamente (...) por águas muitas vezes sujas e que não levam a lugar nenhum".
Por outro lado, a rede é uma poderosa ferramenta de comunicação, pesquisa e está cada vez mais presente no dia a dia. "A internet aproxima as pessoas e permite amizades à distância", pontua Sueli. O ideal é sempre supervisionar o acesso da criança à rede.
Levantamento aponta que 14% dos internautas têm entre 2 e 11 anos. Especialistas orientam os pais sobre cuidados.
Segundo um levantamento do Ibope Nielsen, encomendado pelo jornal Valor Econômico, e divulgado no início deste mês, 14% dos internautas que acessaram a internet no Brasil em dezembro eram crianças entre 2 e 11 anos. Em números absolutos, a porcentagem representa 4 milhões de internautas mirins. Há 10 anos, as crianças representavam 6% dos internautas que acessavam a internet.
A pesquisa levantou outros dados interessantes: mais da metade destas crianças acessaram ao menos uma loja virtual ao navegar, 15% das visitas a sites de jogos são feitos por crianças e elas representam 10% das visitas ao popular site de relacionamento Orkut.
O acesso livre à internet nesta idade preocupa os pais - e não sem razão. A rede deixa as crianças expostas a crimes que vão de uma simples fraude à pedofilia. Isso sem contar que o excesso de tempo passado em frente ao computador tira a criança de outras atividades recomendáveis, como brincar com colegas, exercitar-se ou conviver com a família.
Sueli Caramello Uliano, pedagoga e Mestra em Letras pela Universidade de São Paulo, é Presidente do Conselho da ONG Família Viva - e também mãe de família. Para ela, o primeiro problema da internet é o vício. "O tempo passa enquanto estamos navegando e nem nos damos conta. Qualquer pessoa, criança ou adulto, corre o risco de não conseguir desligar-se do computador", diz.
Para escapar desta cilada, a palavra-chave é disciplina. Em termos práticos, isso significa estabelecer um horário para uso da internet e respeitá-lo, além de instalar filtros de segurança para limitar o acesso a sites impróprios. "Também é prudente ter o computador num local de circulação e não dentro do quarto, onde uma criança ou um adolescente podem acessar sites inconvenientes e perigosos", recomenda.
Há quem defenda atitudes mais radicais, como Valdemar Setzer, professor titular do Departamento de Ciências da Computação no Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, que acredita que o uso de computadores por crianças menores de 16 ou 17 anos é um "crime contra a infância". Em artigo citado em seu website, ele declara: "Senhores e senhoras, internet não é para crianças e jovens.
Ela exige uma maturidade fantástica, pois senão o seu usuario vai perder uma enormidade de tempo navegando indisciplinadamente (...) por águas muitas vezes sujas e que não levam a lugar nenhum".
Por outro lado, a rede é uma poderosa ferramenta de comunicação, pesquisa e está cada vez mais presente no dia a dia. "A internet aproxima as pessoas e permite amizades à distância", pontua Sueli. O ideal é sempre supervisionar o acesso da criança à rede.
Perfis infantis criados pelas mães invadem as redes sociais.
Perfis infantis criados pelas mães invadem as redes sociais.
No Brasil, 86% dos usuários ativos de internet usam algum tipo de rede social e passam cerca de 5 horas diárias navegando por elas. Não é surpresa encontrar, neste meio, pais e mães que vão além da busca por conselhos para a difícil tarefa de criar e educar uma criança. Muitos querem, simplesmente, contar as histórias de seus filhos ou mostrá-los para o mundo – como as mães que, no mundo real, carregam orgulhosas uma foto da cria na carteira.
A idade mínima de 18 anos exigida para o cadastro em redes sociais não impediu o boom de perfis de bebês na rede. Eles não sabem sequer falar. Mas, por obra dos pais, já “postam” detalhes de sua rotina em blogs, fazem declarações de amor para a família pelo Orkut e Facebook e conversam com amiguinhos da mesma geração pelo Twitter. Comunidades como a “Sou um bebê muito lindo!”, do Orkut, com cerca de 2750 usuários – a maioria com menos de um ano –, provam que os novos pais buscam maneiras de registrar e dividir a vida de seus filhos com quem quiser ver. Mas isso é saudável?
A entrada precoce nos meios virtuais pode significar a exposição do bebê a um universo absolutamente adulto – e, em alguns casos, até perigoso. Para a psicóloga Luciana Ruffo, membro do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP, é preciso entender os limites entre a brincadeira e a superexposição. “O que você contaria sobre seu filho para uma pessoa na rua? Com certeza não seria tudo. Na internet é a mesma coisa: precisa compreender este limite, porque uma vez publicada a informação ficará lá para todo o sempre”, afirma a psicóloga.
Comunicação vs exposição
De acordo com a consultora de etiqueta Ligia Marques, criar perfis falsos nunca será considerada uma atividade louvável. E, se o uso coerente da internet não é tarefa fácil nem para um adulto, imagine então assumir o discurso de uma criança. Mas, se a decisão de criar uma conta em uma rede social qualquer para a criança for tomada assim mesmo, é importante entender o limite entre dividir detalhes corriqueiros e expor a vida de seu filho. Comentar as novas palavras do bebê ou publicar que ele adora beterraba são detalhes corriqueiros – e simpáticos. Descrever seu itinerário, revelar em que bairro vive e postar toneladas de foto são exposição. “A mãe deve ter atenção para postar informações que não excedam o caráter particular e privado de cada pessoa da família. Todo conteúdo deve ser bem avaliado antes de ir para a internet”, recomenda ela.
Karla Cristina Barbosa, de 27 anos, criou um perfil do Orkut para seu filho Ryan, de 3, quando ele tinha apenas 1 ano. “Conheço várias mães que criaram Orkut para seus filhos, até mesmo na minha família. Postamos fotos e participamos de comunidades sobre crianças”, diz. Ela usa a rede para mandar notícias do filho para os parentes e trocar informações com mães internautas como ela. A jovem mãe admite que se preocupa com o fato das fotos estarem desbloqueadas para quem quiser ver, mas não pensa em tirar o perfil do ar.
Para Karla, no futuro, Ryan vai gostar da ideia de ter feito parte da rede desde bebê. “Imagino que ele achará legal ter tido Orkut desde criança, pois vivemos em um mundo onde as pessoas se relacionam através da rede”, conta. A mãe pretende continuar postando como Ryan até que ele aprenda administrar o perfil sozinho – o que não deve demorar muito, já que ele já tem uma ligação muito forte com a internet.
Mas por que dar voz virtual a bebês quando eles ainda mal sabem falar seus nomes? Para a psicóloga Luciana Ruffo, as intenções da maioria das mães que criam estes perfis para seus filhos vão além de manter familiares informados sobre o desenvolvimento dos bebês ou inteirar-se de assuntos relacionados à maternidade. A inserção consiste numa tentativa de integrar desde cedo os pequeninos ao universo virtual e promover diálogos por estas redes, ações muito mais fáceis do que ligar ou visitar um familiar ou amigo.
Por outro lado, as redes sociais também trazem vantagens na conservação da memória. Elas podem guardar um acervo muito maior de registros sobre o crescimento do bebê, com fotos, vídeos e descrições, pronto para ser navegado quando ele já for grandinho. Basta se lembrar que determinadas fotos e informações têm o mesmo potencial de constrangimento, seja em um álbum de papel ou em um acervo virtual. “Mas esta geração é mais tranquila em relação à exposição virtual e participar da rede pode fazê-los sentir-se importantes”, completa Luciana.
Alternativa altruísta
Se uma mãe pretende falar sobre os desafios da vida de seu filho na internet, para inspirar outras mães ou mesmo para trocar ideias sobre maternidade, Ligia Marques recomenda a criação de um blog. A ferramenta permite a troca de ideias entre pessoas com a mesma afinidade, transcendendo a função de vitrine.
Foi o caso da analista de importação e exportação Vivian Regina Peltier, de 27 anos. Ela criou o blog Vencendo com Breno depois de superada a aflição de ver seu filho, prematuro extremo, sofrer complicações pulmonares assim que nasceu.
Vivian quis compartilhar sua história a fim de ajudar mães como ela a superarem problemas similares. E a iniciativa deu certo. “Muitas mães já entraram em contato comigo e sugeriram montar uma ONG para ajudar na orientação de famílias com bebês prematuros.
Quero amadurecer essa ideia, mas ainda passo por muitos contratempos de saúde com o Breno. Publico sempre sobre vacinas que o governo fornece para bebês prematuros extremos, tento ensinar diversos procedimentos de fisioterapia que aprendi nos hospitais e por aí vai”, conta Vivian. A exposição já não a preocupa. “No início pensamos muito nisto, mas conversei muito com meu marido e concluímos que esta exposição seria por uma boa causa”, completa.
Ela espera que Breno, quando maior, se orgulhe do trabalho de seus pais e possa perceber que a luta diária pela sua vida não foi em vão. Um refresco eterno – e um tributo virtual – para a memória.
4 dicas para manter os perfis de seus filhos em segurança
- No Orkut, Facebook ou Twitter, certifique-se de que você conhece todas as pessoas aceitas como contatos, para não correr o risco de estranhos terem acesso a informações sobre sua família.
- Customize o acesso ao seu conteúdo: libere fotos e vídeos apenas para os familiares e amigos próximos. Peça a eles para não espalhar os dados por aí sem sua autorização.
- Cuidado com o tipo de imagem que posta de seu filho: ele pode ficar constrangido no futuro. Existe também o risco de atrair a atenção de pessoas perigosas.
- Para trocar informações e experiências sobre maternidade, blogs são a opção mais recomendável.
Eles mal sabem falar, mas já têm conta no Orkut e no Facebook controlada pelos pais. Até que ponto isto é saudável?
No Brasil, 86% dos usuários ativos de internet usam algum tipo de rede social e passam cerca de 5 horas diárias navegando por elas. Não é surpresa encontrar, neste meio, pais e mães que vão além da busca por conselhos para a difícil tarefa de criar e educar uma criança. Muitos querem, simplesmente, contar as histórias de seus filhos ou mostrá-los para o mundo – como as mães que, no mundo real, carregam orgulhosas uma foto da cria na carteira.
A idade mínima de 18 anos exigida para o cadastro em redes sociais não impediu o boom de perfis de bebês na rede. Eles não sabem sequer falar. Mas, por obra dos pais, já “postam” detalhes de sua rotina em blogs, fazem declarações de amor para a família pelo Orkut e Facebook e conversam com amiguinhos da mesma geração pelo Twitter. Comunidades como a “Sou um bebê muito lindo!”, do Orkut, com cerca de 2750 usuários – a maioria com menos de um ano –, provam que os novos pais buscam maneiras de registrar e dividir a vida de seus filhos com quem quiser ver. Mas isso é saudável?
A entrada precoce nos meios virtuais pode significar a exposição do bebê a um universo absolutamente adulto – e, em alguns casos, até perigoso. Para a psicóloga Luciana Ruffo, membro do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP, é preciso entender os limites entre a brincadeira e a superexposição. “O que você contaria sobre seu filho para uma pessoa na rua? Com certeza não seria tudo. Na internet é a mesma coisa: precisa compreender este limite, porque uma vez publicada a informação ficará lá para todo o sempre”, afirma a psicóloga.
Comunicação vs exposição
De acordo com a consultora de etiqueta Ligia Marques, criar perfis falsos nunca será considerada uma atividade louvável. E, se o uso coerente da internet não é tarefa fácil nem para um adulto, imagine então assumir o discurso de uma criança. Mas, se a decisão de criar uma conta em uma rede social qualquer para a criança for tomada assim mesmo, é importante entender o limite entre dividir detalhes corriqueiros e expor a vida de seu filho. Comentar as novas palavras do bebê ou publicar que ele adora beterraba são detalhes corriqueiros – e simpáticos. Descrever seu itinerário, revelar em que bairro vive e postar toneladas de foto são exposição. “A mãe deve ter atenção para postar informações que não excedam o caráter particular e privado de cada pessoa da família. Todo conteúdo deve ser bem avaliado antes de ir para a internet”, recomenda ela.
Karla Cristina Barbosa, de 27 anos, criou um perfil do Orkut para seu filho Ryan, de 3, quando ele tinha apenas 1 ano. “Conheço várias mães que criaram Orkut para seus filhos, até mesmo na minha família. Postamos fotos e participamos de comunidades sobre crianças”, diz. Ela usa a rede para mandar notícias do filho para os parentes e trocar informações com mães internautas como ela. A jovem mãe admite que se preocupa com o fato das fotos estarem desbloqueadas para quem quiser ver, mas não pensa em tirar o perfil do ar.
Para Karla, no futuro, Ryan vai gostar da ideia de ter feito parte da rede desde bebê. “Imagino que ele achará legal ter tido Orkut desde criança, pois vivemos em um mundo onde as pessoas se relacionam através da rede”, conta. A mãe pretende continuar postando como Ryan até que ele aprenda administrar o perfil sozinho – o que não deve demorar muito, já que ele já tem uma ligação muito forte com a internet.
Mas por que dar voz virtual a bebês quando eles ainda mal sabem falar seus nomes? Para a psicóloga Luciana Ruffo, as intenções da maioria das mães que criam estes perfis para seus filhos vão além de manter familiares informados sobre o desenvolvimento dos bebês ou inteirar-se de assuntos relacionados à maternidade. A inserção consiste numa tentativa de integrar desde cedo os pequeninos ao universo virtual e promover diálogos por estas redes, ações muito mais fáceis do que ligar ou visitar um familiar ou amigo.
Por outro lado, as redes sociais também trazem vantagens na conservação da memória. Elas podem guardar um acervo muito maior de registros sobre o crescimento do bebê, com fotos, vídeos e descrições, pronto para ser navegado quando ele já for grandinho. Basta se lembrar que determinadas fotos e informações têm o mesmo potencial de constrangimento, seja em um álbum de papel ou em um acervo virtual. “Mas esta geração é mais tranquila em relação à exposição virtual e participar da rede pode fazê-los sentir-se importantes”, completa Luciana.
Alternativa altruísta
Se uma mãe pretende falar sobre os desafios da vida de seu filho na internet, para inspirar outras mães ou mesmo para trocar ideias sobre maternidade, Ligia Marques recomenda a criação de um blog. A ferramenta permite a troca de ideias entre pessoas com a mesma afinidade, transcendendo a função de vitrine.
Foi o caso da analista de importação e exportação Vivian Regina Peltier, de 27 anos. Ela criou o blog Vencendo com Breno depois de superada a aflição de ver seu filho, prematuro extremo, sofrer complicações pulmonares assim que nasceu.
Vivian quis compartilhar sua história a fim de ajudar mães como ela a superarem problemas similares. E a iniciativa deu certo. “Muitas mães já entraram em contato comigo e sugeriram montar uma ONG para ajudar na orientação de famílias com bebês prematuros.
Quero amadurecer essa ideia, mas ainda passo por muitos contratempos de saúde com o Breno. Publico sempre sobre vacinas que o governo fornece para bebês prematuros extremos, tento ensinar diversos procedimentos de fisioterapia que aprendi nos hospitais e por aí vai”, conta Vivian. A exposição já não a preocupa. “No início pensamos muito nisto, mas conversei muito com meu marido e concluímos que esta exposição seria por uma boa causa”, completa.
Ela espera que Breno, quando maior, se orgulhe do trabalho de seus pais e possa perceber que a luta diária pela sua vida não foi em vão. Um refresco eterno – e um tributo virtual – para a memória.
4 dicas para manter os perfis de seus filhos em segurança
- No Orkut, Facebook ou Twitter, certifique-se de que você conhece todas as pessoas aceitas como contatos, para não correr o risco de estranhos terem acesso a informações sobre sua família.
- Customize o acesso ao seu conteúdo: libere fotos e vídeos apenas para os familiares e amigos próximos. Peça a eles para não espalhar os dados por aí sem sua autorização.
- Cuidado com o tipo de imagem que posta de seu filho: ele pode ficar constrangido no futuro. Existe também o risco de atrair a atenção de pessoas perigosas.
- Para trocar informações e experiências sobre maternidade, blogs são a opção mais recomendável.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Iphones e iPads arquivam dados sobre movimentos dos usuários.
Iphones e iPads arquivam dados sobre movimentos dos usuários.
Iphones 3G e iPads estão rastreando e arquivando detalhes sobre os movimentos de todos os usuários dos aparelhos, segundo dois especialistas na área de segurança.
Os dados são guardados em um arquivo escondido porém não criptografado (ou seja, sem códigos de proteção), afirmam os pesquisadores Alasdair Allan e Pete Warden em artigo no site de tecnologia O'Reilly Radar.
Segundo a dupla, se acoplado ao software apropriado, o arquivo mapeia, com precisão, onde o usuário esteve.
A Apple, fabricante dos aparelhos, não comentou o assunto. Não há indícios de que a companhia esteja baixando ou utilizando as informações.
As revelações, anunciadas pelo jornal britânico The Guardian, surpreenderam muitos usuários, já que não há, nos aparelhos, qualquer indicação visual de que os dados estão sendo coletados.
Entretanto, uma cláusula nos contratos de venda do aparelho informa o comprador sobre a prática. Segundo o documento, dados como códigos postais, número do aparelho, localização, língua e fuso horário onde o produto está sendo usado podem ser coletados para que a Apple possa "compreender melhor o comportamento do usuário e melhorar produtos, serviços e propaganda".
Intenção
Em seu artigo no site O'Reilly Radar, Allan e Warden disseram não saber por que iPhones e iPads estariam coletando as informações, mas acreditam que a coleta seja intencional.
Os especialistas dizem que o dispositivo para registrar os movimentos do usuário foi acresentado à nova versão do software iOS4, incluído nos aparelhos lançados em junho de 2010.
As informações também são transferidas para o computador do usuário e guardadas em um arquivo cada vez que os dois aparelhos são conectados para back up ou sincronização.
Falando à BBC, Graham Cluley, consultor em tecnologia da empresa de segurança Sophos, disse que é pouco provável que a Apple tenha a intenção de usar as informações para fins comerciais.
"Acho que há preocupações legítimas com segurança e provavelmente as pessoas vão tentar encontrar uma forma de obscurecer as informações. Mas fica uma lição sobre (a importância de) ler os termos e condições (de uso)", acrescentou Cluley.
Iphones 3G e iPads estão rastreando e arquivando detalhes sobre os movimentos de todos os usuários dos aparelhos, segundo dois especialistas na área de segurança.
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