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quarta-feira, 20 de abril de 2011

3G é banda larga?

3G é banda larga?


Num país no qual a banda larga fixa ainda é complicada de contratar, principalmente em locais afastados dos grandes centros – e até mesmo nas redondezas das capitais – a saída para quem deseja se conectar à internet acaba sendo o 3G. O uso dos modems pessoais cresce em todo o mundo e aqui no Brasil não poderia ser diferente. De acordo com o estudo VNI – Cisco Visual Networking Index Global Mobile Data Traffic Forecast  (Previsão Global de Dados Móveis do Índice de Redes Visuais), divulgado hoje pela Cisco, o tráfego de dados móveis no Brasil aumentará 39 vezes até 2015, com uma taxa anual de crescimento da ordem de 108%.

Mais dados animadores: segundo a União Internacional das Telecomunicações (UIT), o número de assinaturas móveis de banda larga chegará a um bilhão no primeiro trimestre de 2011. Até 2010, 73% do total de assinaturas de telefones celulares eram de países em desenvolvimento, o que significa que o 3G vem substituindo, mesmo com perdas de velocidade, o acesso fixo doméstico.

Resultado, provavelmente, dos altos preços da banda larga “convencional”, mesmo com concorrência acirrada entre operadoras como GVT, Net, Oi e Telefônica, etc. Ainda segundo a UIT, o número de smartphones hoje é estimado em 500 milhões de aparelhos, quantidade que deve chegar a quase dois bilhões em 2015.

O celular parece ser a saída ideal para quem não tem acesso aos planos fixos. Até aí, tudo bem. O problema é que o 3G é uma banda larga deficiente, ainda mais num cenário no qual as operadoras não conseguem entregar a estrutura necessária para uma conexão estável e de qualidade. Há oscilações no acesso, sinal inexistente em muitas áreas e velocidade sempre aquém da “teórica” (vendida pelas operadoras).

Segundo dados publicados pelo site Teleco, a velocidade média do acesso 3G no país era, no terceiro trimestre de 2010, 661 kbps (kilobits por segundo). É pouco, ainda mais quando se pensa em planos fixos de cable e DSL de mais de 20 mbps (megabits por segundo), que alguns afortunados clientes já conseguiram contratar, pagando preço de ouro.

A pior notícia é que a evolução de tal velocidade média nos últimos anos tem sido lenta – em 2009, ainda segundo o Teleco, ela era de 576 kbps, ou seja, pouco menos de 100kbps de crescimento em nada menos que dois anos. Num universo de crescimento exponencial como a internet, os números não batem.

O que é possível fazer com 661 kbps? Baixar email, acessar redes sociais, ok. Mas quando se espera uma velocidade capaz de rodar um vídeo do Youtube sem longas pausas, o 3G não é suficiente e, de acordo com a própria UIT, só pode ser caracterizado como banda larga o acesso com velocidade superior a 2 mbps. Ou seja, compra-se banda larga quando na verdade leva-se pra casa um dial up turbinado.

Mas é a saída. As operadoras veem suas receitas com dados aumentarem consideravelmente. Só para se ter uma ideia, até o final do ano passado, a média de envio de SMS era de 200 mil/segundo; mais de 6 trilhões de mensagens de texto foram enviadas apenas em 2010, número que deve crescer ainda mais este ano. E nem estamos falando, aqui, no número de bytes acessados via celular em navegação na Web e através de aplicativos, que chegam a aparelhos middle end e, muito em breve, a muitos modelos low end.

Num mundo ideal, o 3G seria o segundo ponto de acesso banda larga de todo mundo – o primeiro poderia ser um DSL ou cable, de preferência com velocidades superiores a 2 mbps. Mas quem não tem cão…


Se a banda larga oferecida pelas operadoras em contrato já é baixa, o consumidor ficará chateado ao descobrir que as taxas estão sempre abaixo do contratado, tanto no upload quanto no download. No download, em média as velocidades reais não passam de 60% do contratado; no upload (quando você envia dados, como vídeos para o Youtube, por exemplo), a situação é bem pior: normalmente, a velocidade não passa dos 30% do contratado.


E o pior é que o usuário não pode reclamar, uma vez que as operadoras, segundo regras da Anatel, só são obrigadas a entregar 10% da velocidade contratada. Ou seja, se você compra um plano que teoricamente pode te entregar velocidades de 1Mbps, você pode ter de se contentar com 100kbps. É ou não é um dial up turbinado?


Vocês já usam banda larga móvel? Mais: tentaram contratar banda larga fixa e não conseguiram? Que operadoras assinam e que tipo de aplicações costumam usar? E aqui me adianto numa pergunta mais avançada: se têm celulares que podem se tornar modems, depois que usam a função notam uma queda abrupta na velocidade logo em seguida?





Redes sociais móveis: muita exposição!

Redes sociais móveis: muita exposição!


Um amigo fez check in no Fousquare assim que chegou à MacStore do Shopping Downtown, zona oeste do Rio; em alguns minutos, disse no Twitter que estava saindo de lá feliz da vida porque tinha comprado um monte de produtos Apple. Sacola cheia, deu check in na praça de alimentação do mesmo shopping, pegou o carro e foi para casa, onde deu check in de novo.

Acompanhei de perto todo esse movimento porque 1)estava no mesmo shopping, em pleno sábado; 2)também entrei na onda de dar check in aonde quer que eu chegue. A diferença entre ele e eu é que sou medrosa: evito loja/colégio do filhote; nunca digo para onde especificamente estou indo e, se vou fazer alguma compra, nem pensar em colar esse cartaz no meu peito e sair por aí dizendo que sou uma felizarda porque saí de uma loja cheia de produtos caros. Para esse meu amigo, no entanto, a humanidade é uma grande reunião de pessoas bem intencionadas que se importam em saber por onde ele anda e, melhor, se regozija com as compras que ele faz.

Coitado! Meu amigo está errado. E, assim como ele, milhares têm feito a mesma coisa – oferecem de bandeja seus destinos, informações sobre compras, alimentando os mal intencionados (sim, eles existem!) de informações preciosas sobre colégio dos filhos/hábitos familiares/preferências de produtos/quantidade de grana que podem despender e que tipo de equipamento costumam comprar e levar para casa. E já que a residência também vale como local de check in, o que custa oferecer mais esta informação? Só para vocês terem ideia do problema, conheço pessoas que preenchem a parte de endereço do Facebook. Sério.


O problema não se dá somente no Foursquare, é claro. No Twitter, sobram informações sobre hábitos cotidianos, compras, fotos de filhos jogando futebol com a logomarca do colégio estampada na camisa. Fora os “estou comendo com a família no shopping X”, “daqui a pouco vamos ao cinema, fazer compras e depois ir pra casa”. E ainda acionam a integração do Foursquare com o Twitter e cada check in é comunicado para os inúmeros seguidores, todos pessoas de verdade, que conhecemos bem e que, mas é óbvio, nunca pensariam em se aproveitar de tantas informações preciosas.

Inocência ou necessidade de aparecer perante os pares? O que anda acontecendo com as pessoas que, de uma hora para a outra, começaram a agir como seres falastrões que sentem prazer em indicar passos de suas vidas, oferecendo rotas, caminhos, trilhas, mapas de suas localizações, o tempo todo?

Sempre considerei o Foursquare uma super ferramenta para receber dicas de lugares. Certa vez, estava eu em Recife, louca para comer num restaurante japonês, mas não tinha ideia de onde poderia encontrar um (bem recomendado). Fui ao Foursquare atrás dos reviews (tips, dicas mesmo) e recebi informações ótimas sobre todos os restaurantes da área. Fui na certa: adorei a dica e recomendei depois.

Mas as pessoas acabam vendo o Foursquare como uma grande corrida não só atrás das prefeituras (que eu também quero, já que é um jogo, certo?) mas principalmente do status que dá perante os outros por frequentarem restaurantes caros e lojas chiques. Dizem por aí que ninguém dá check in na carrocinha de cachorro-quente da esquina (o que também seria perigoso, convenhamos).

Nunca na história da internet (parafraseando nosso ex-presidente Lula) assisti a uma corrida tão maluca rumo à invasão de privacidade, que começa pelo próprio dono desta. “É isso aí, amigos, estou aqui, sou fodão e vocês tolos não o são porque não estão aqui”. Mas imaginem se dentre esses tolos estão bandidos, ladrões, espertalhões? Claro que sim! Afinal, onde há gente há problema.

Não estou sendo catastrofista, mas fui repórter de jornal durante muito tempo, já escrevi bastante sobre privacidade na internet e sei dos riscos inerentes a esse universo a princípio tão bonzinho. Está todo mundo sempre de olho! Querem um exemplo simples? Dia desses uma conhecida saiu à noite e encheu a cara – deu check in no bar quando chegou e deu check in em casa quando a balada terminou.

Seu Foursquare era linkado ao Twitter, que avisou que ela estava em tal bar. Ok. Não satisfeita, lá pelas tantas publicou no Twitter que estava muito bêbada e que teria uma ressaca brava no dia seguinte. Batata! Não conseguiu acordar, o despertador não funcionou (pelo menos ela não se lembra disso) e a moçoila só conseguiu chegar no trabalho depois do meio dia. “Passei muito mal de manhã”, disse ela para o chefe. Este, esperto, imediatamente sacou o celular do bolso, entrou em sua timeline e disse: “sim, eu sei, você chegou em casa às 4h, bêbada, e a ressaca deve mesmo estar brava”.

Não foi demitida, mas poderia ter sido. Afinal, por que dizer no Twitter que estava bêbada, que estava saindo tarde da noite do bar X e ainda por cima ter dado check-in quando chega em casa? Alguém acompanhou todo esse movimento e bem poderia ter interceptado nossa amiga em algum momento. Ou esperado por ela na portaria do prédio. Por que não? Afinal, dos mais de 500 seguidores dela, pelo menos um pode ser um maluquete qualquer, certo?

Sempre digo aos meus alunos que não se deve sair por aí com uma placa dizendo aonde vai, com quem vai e quando volta. Afinal, pra que facilitar o trabalho do bandido, certo? Ele pode ser seu seguidor e, como todos, interagir com você faz parte do metiê.






Nuvem e backup: o casamento perfeito.

Nuvem e backup: o casamento perfeito.


Computação em nuvem há muito deixou de ser tendência para se tornar realidade. Contudo, boa parcela de usuários ainda é cética em colocar todos os seus dados na web. Emails, agenda, calendário, num primeiro passo, e, depois, documentos, fotos e até música.

Nem sempre o problema é a necessidade de conexão permanente. Os mais receosos alegam que deixam de se sentir “donos” de suas informações quando as colocam na web. Faz sentido; certos serviços gratuitos de email afirmam, ao propor os termos de uso, que os dados passam a pertencer à ela.

Mesmo assim, a computação em nuvem faz parte da nova cultura digital: anda de mãos dadas com a mobilidade, sendo assim, irreversível. As vantagens justificam sua adesão: acesso às informações de qualquer máquina, a qualquer hora e em qualquer local. E, para as empresas, economia de milhões com licenças de softwares, atualizações de sistema e trocas de hardware.

Resta saber escolher os melhores serviços, as empresas mais confiáveis e, por fim, ter uma rotina espartana de backups para não ficar à míngua quando o pior acontece. Sim, pois o pior acontece mesmo, até no serviço de gigantes consolidados, como Google, Yahoo ou Microsoft.

Seguro morreu de velho: backup ainda é a melhor arma para não ser pego com as calças na mão. Só quem já passou por um desastre digital dá valor a uma rotina de segurança. Mas, na era da nuvem, ela ganhou novas nuances.

A seguir, algumas dicas para manter-se sempre prevenido:

1. Emails para sempre

O protocolo IMAP derrubou o POP, evitando o mero download de mensagens em uma só máquina. O email tornou-se verdadeiramente ubíquo: uniu a onipresença do webmail ao conforto de um software local.
O Gmail arraigou muitos fãs desde seu nascimento, graças à versatilidade, praticidade e a gama de ferramentas agregadas. Graças à isso, e ao fato do Google dificultar um pouquinho o uso do serviço fora de seu ambiente (adeus, links patrocinados), muitos passaram a utilizar apenas o acesso web.
Só que, recentemente, uma pane no Gmail deixou essa gente toda apavorada. O que aconteceria se, de repente, ao começar seu dia de trabalho, notasse que todos os seus emails tinham sumido? A empresa alega que apenas 0,05% dos usuários foram afetados, e que depois de algum tempo, tudo voltou ao normal. Ok, mas insisto: e se você estivesse entre os 0,05%?

É preciso ter um plano B para casos assim. Um bom aliado é o MailStore Home, uma ferramenta gratuita de arquivamento de mensagens, que funciona com inúmeros serviços além do Gmail, tanto web quanto desktop, como Windows Mail, Exchange, Thunderbird, Yahoo! Mail e Hotmail. No caso de serviços de webmail, é só entrar com login e senha e ele cuida do resto, arquivando todo seu conteúdo (exceto lixeira e spam). Também dá para refinar o processo, escolhendo labels, mensagens de certo remetente ou de um período de tempo. Depois do backup completo (o que pode demorar um pouco, dependendo da sua conexão e da quantidade de mensagens armazenadas), você pode usar o aplicativo do MailStore no PC para fazer buscas no conteúdo offline — o backup fica todo no seu disco local. E, se um dia sua conta de email sumir, é só mandar restaurar.

Mas vale uma dica extra: como discos locais também não são perfeitos, um backup extra em outro lugar é mais do que recomendado.

Para quem usa a suíte de escritório na nuvem Google Docs, a dica é o GDocBackup. Freeware e opensource, funciona em Windows ou Linux.

2. Armazenamento na nuvem x Sincronismo na nuvem

Não me sinto segura em simplesmente armazenar as coisas na nuvem, e sim, sincronizar com ela. Por exemplo, para quem usa Outlook, vale assinar um serviço Exchange. Suas coisas ficam acessíveis tanto na nuvem, online, como na sua própria máquina, offline. Inclusive dispositivos móveis. Outro bom exemplo: o Evernote, para armazenamento de anotações, textos, fotos, áudio, PDF e documentos de suítes Office, com bom sistema de busca e OCR. Tem versões gratuita e paga.

Quem usa Mac OS, iPhone e iPad, tem no MobileMe um excelente aliado: contatos, calendário, emails e disco virtual (iDisk) para guardar arquivos ficam na nuvem e em todos os seus dispositivos Apple simultaneamente.

Outros serviços de armazenamento virtual de arquivos como SugarSync e Dropbox também são boas pedidas.

3. Backup

Faço backups da minha máquina de trabalho semanalmente. O Mac OS tem um sistema próprio chamado Time Machine, simples e intuitivo. Mas para usuários de Windows ou Linux, uma solução semelhante é comprar um daqueles HDs que já vem com sistemas de backup pré-instalados. Não precisa ser expert, basta plugá-los no PC que eles cuidam do resto. Há dezenas de modelos no mercado, de praticamente todas as marcas.
Mas há algumas regras importantes:
  • Além dos backups físicos, locais (em HDs externos), use também um bom serviço de backup na nuvem. Para quem não é ninja em informática, 2 boas opções são o Dropbox e o S3, da Amazon;
  • Nunca leve HD de backup com você no dia-a-dia;
  • Utilize 2 HDs de backup para cada máquina. E, o mais importante: guarde-os em lugares diferentes e bem longe um do outro. Por exemplo, um em casa e outro no escritório. Profissionais de TI do World Trade Center de Nova York ou das cidades japonesas arrasadas pelo recente sabem do que estou falando.




terça-feira, 19 de abril de 2011

Os games e o cérebro.

Os games e o cérebro.


Os videogames se tornaram parte essencial do entretenimento de crianças, adolescentes e adultos, sendo que os últimos cresceram junto com o desenvolvimento dos consoles da década de 1990. Hoje sabe-se que os jogos podem causar impactos desde o aumento do QI (Quoeficiente Intelectual), por exemplo, até problemas sérios como a dependência.

A pesquisadora grega Eleni Kardaras, do Departamento de Ciência e Tecnologia dos Alimentos da Universidade da Califórnia, acredita que os efeitos dos videogames no cérebro representam uma área de grande crescimento em estudos, principalmente devido ao grande número de crianças e adultos que realizam esta atividade.

Em um artigo de 2004, a Kardaras relata sua observação de dois irmãos jogando videogame em casa, de idades de oito e 10 anos. Ela conta que mesmo um simples game de corrida como o Mario Kart, da Nintendo, despertava reações de raiva quando um deles perdia.

Também neste aspecto, um estudo dos pesquisadores Brad Bushman, da Universidade Estadual de Ohio, e Bryan Gibson, da Universidade de Central Michigan, publicado em 2010, mostra que games violentos podem gerar agressividade até 24 horas depois que o videogame foi desligado. Jogos violentos, como Mortal Kombat, continuam gerando pensamentos agressivos nos jogadores, já que pensar em como melhorar, neste tipo de jogo, é pensar em violência, afirmam os pesquisadores.

Há seis anos, uma pesquisa de Bruce Bartholow, da Universidade de Missouri-Columbia, nos EUA, indicava uma ligação entre jogos agressivos e pessoas violentas. Mas, em vez de culpar os games, os pesquisadores levantaram outra hipótese: pessoas violentas procuram naturalmente por esse tipo de jogo. Bartholow provou que os games deste tipo diminuem a resposta do cérebro a cenas de violência, o que é um sinal de comportamento agressivo.

Games como treinamento

Apesar dos potenciais efeitos negativos, jogar videogame pode, por outro lado, aumentar o QI dos jogadores, fato que foi tratado como um mito durante muito tempo. Pesquisadores da Faculdade de Piedmont (EUA) acreditam que jogos como "SimCity" podem ajudar na percepção de planejamento, por exemplo. Até games como o "Great Theft Auto" podem ajudar, já que o jogador aprende a lidar com dinheiro, a fazer investimentos e distribuir seus gastos. Games como Guitar Hero e Rock Band podem não ensinar os jogadores a tocar instrumentos, mas, sem dúvida alguma, dão uma grande percepção de estrutura musical.

Com a evolução da tecnologia e, consequentemente, da qualidade e realismo dos games, eles passaram a ser também uma ferramenta muito utilizada para o treinamento de pessoas em diversas atividades, tanto em ambientes profissionais quanto no esporte. O piloto de Fórmula 1 mais vencedor de todos os tempos, o alemão Michael Schumacher, é famoso por adorar os simuladores de corrida, o que veio a se tornar praticamente um treino obrigatório para os pilotos da categoria.

No Brasil, muitos esportistas também estão utilizando os videogames para ter mais sucesso em suas competições. No ano passado, o site Gazeta do Povo mostrou alguns exemplos bem sucedidos de atletas que treinaram nos games: os jogadores Jorge Henrique e Elias, do Corinthians, repetiram em campo uma jogada treinada no videogame e, o ACP, time do Paraná, teria treinado muitas jogadas no game "Winning Eleven" antes de conquistar o campeonato estadual.

Até mesmo médicos cirurgiões podem ser treinados com o auxílio de videogames. James Rosser, pesquisador do Centro Médico Beth Israel, em Nova York, estudou a relação entre o uso de videogames entre cirurgiões e seus desempenhos em laparoscopias. Durante os testes, Rosser descobriu que os médicos que jogavam por pelo menos três horas semanais tinham 37% menos erros nas cirurgias (simuladas, é claro).


Memória e associação de elementos

Pouco se divulga sobre o assunto, mas os games podem até ajudar a reabilitar pacientes com doenças neurológicas. “É o caso de quem sofre com autismo e daqueles que têm traumas que precisam de reabilitação cognitiva”, conta Claudio Kirner, professor da Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais, que realiza pesquisas nas áreas de realidade aumentada e de interação homem-computador.
Para Kirner os jogos têm o poder de “ajudar na atenção, memória e atividades de associação de elementos”, entre outras vantagens. Como exemplo, ele cita algumas iniciativas que vêm sendo feitas para a divulgação deste tema, como por exemplo, a conferência Virtual Rehabilitation, evento anual durante o qual pesquisadores trocam ideias sobre as novidades no uso de realidades virtual e aumentada para a reabilitação de pacientes.

Seja qual for o tipo de game, muitos especialistas mostram que todos acabam tendo certa influência no cérebro humano e, consequentemente, nas atitudes e saúde dos indivíduos. É interessante pensar que os games evoluíram de tal forma que deixaram de ser apenas entretenimento, passando a ser ferramenta de treinamento, tratamento, aprimoramento sem deixar de ser, é claro, diversão.






Jogue videogame e fique mais saudável.

Jogue videogame e fique mais saudável.


O lançamento de um novo tipo de console de videogames trouxe para esse universo um público que já não estava acostumado mais a jogar, seja pela idade ou mesmo por gosto.

Games como o Nintendo Wii, Xbox Kinect e o PlayStation Move, que vêm com jogos mais simples e reconhecem o movimento do corpo, parecem ter mudado este cenário, fazendo com que os jogadores ganhassem mais algumas faixas etárias.

Apesar de os próprios fabricantes aconselharem os usuários a tomar cuidado com o tempo excessivo de jogo, sugerindo um tempo de descanso no caso de dores ou mesmo tomar cuidado com outros jogadores, os acidentes, as pancadas, os vasos quebrados e os machucados parecem insistir em aparecer.


Mesmo assim, este novo tipo de interação com os videogames parece mesmo ter chegado para ficar e médicos e outros profissionais da saúde já acham interessante a ideia de utilizar os consoles no tratamento de determinadas doenças.



O que pode dar errado?

Uma das principais novidades nos
últimos tempos no mundo dos games foi, sem dúvida alguma, o Nintendo Wii, lançado em 2006. Pouco tempo depois de seu lançamento começaram a aparecer relatos dos primeiros casos de reclamações de dores principalmente nas costas, ombros e cotovelos por conta dos jogos de esportes que vêm com o console, e usuários começaram a comparavam jogar videogame com ir à academia. Em entrevista à revista “Time”, Perrin Kaplan, porta-voz da Nintendo, afirmou que “se as pessoas estão sentindo dores, eles devem se exercitar mais”.


Atualmente é o Kinect que tem proporcionado bom exemplos de como tomar cuidado na hora de brincar. Uma rápida busca por vídeos na internet com as palavras “kinect” e “fail” resulta em imagens que demonstram claramente alguns dos "perigos" de fazer movimentos bruscos ao brincar com o console.



O que pode dar certo?

Por outro lado, nos últimos anos começaram
a surgir algumas aplicações desse tipo de game “ativo” para a saúde.Pesquisadores os usam para o tratamento de problemas motores provenientes de distúrbios neurológicos. Os cientistas trabalham com diferentes configurações de videogame para treinar as partes “mais fracas” do cérebro, estimulando os pacientes a usarem as regiões afetadas.

Em 2006, um artigo publicado na revista “Pediatrics” compara a energia utilizada em games de “tela fixa” e em “games ativos”, ou seja, uma comparação entre jogos tradicionais com os de Wii, Xbox ou PS Move, que exigem movimento. Os resultados não poderiam ser mais óbvios: os autores descobriram que o game Dance Dance Revolutions, do Nintendo Wii, proporcionavam um gasto de energia até 172% maior, em comparação com um estado de repouso. Para jogos “sedentários”, este gasto foi de apenas 20% a mais. Estes dados serviram de base para que os pesquisadores indicassem este tipo de game para o tratamento de obesidade em crianças.



Também em 2006, após o lançamento do Wii, o estadunidense Mickey DeLorenzo, iniciou o projeto ”Wii Sports Experiment”, com o qual planejava perder peso apenas com 30 minutos diários de gaming. Em seis semanas, ele conseguiu perder quatro kg. Para quem só jogou videogame, não se pode deixar de considerar como uma excelente dieta.



Por outro lado, há quem não acredite que o acessório para o console da Nintendo traga tantos benefícios para o corpo. Em um estudo de 2009, Scott Owens, um pesquisador da Universidade do Mississippi, nos Estado Unidos, procurou descobrir se o acessório Wii Fit, que permite que os jogadores façam exercícios de academia, testando equilíbrio, força, aeróbica, yoga, poderia servir de auxílio para que a grande quantidade de obesos do país fizesse um pouco mais de exercício.



Owens deu a oito famílias um console com o acessório e pediu para que elas jogassem durante um período de seis meses. Os resultados mostraram que as crianças tiveram um aumento na atividade aeróbica após três meses, mas não houve nenhuma modificação corporal significativa.

Em 2008, um outro pesquisador americano, David Dzewaltowski, da Universidade Estadual do Kansas, mostrou certo ceticismo quanto aos possíveis benefícios do Wii. Segundo ele, “qualquer coisa que faça com que as pessoas se exercitem mais é positivo, mas se as pessoas estão trocando atividades físicas que requerem mais movimento pelo videogame, então isso é negativo”.




Mas o Wii pode ser utilizado também para outras áreas da saúde. Em junho de 2009, um estudo do Dr. Ben Herz, da Faculdade Médica da Geórgia, nos EUA, mostrou que o console da Nintendo pode ser utilizado também para o tratamento de pacientes com Mal de Parkinson. Segundo Herz, “o Wii permite que os pacientes trabalhem em um ambiente virtual que é seguro, divertido e motivador”. Os jogos do console permitem que os pacientes exercitem a coordenação entre visão e movimentos, percepção visual e movimentos em sequência. Além disso, estudos revelam que o uso de videogames aumenta a produção de dopamina no organismo, um neurotransmissor reduzido em pessoas com Mal de Parkinson.


Outros estudos usam o console também para a recuperação de pacientes que sofreram AVCs (acidente vascular cerebral, ou, mais popularmente, derrame), ferimentos nos membros, cirurgias ou mesmo ferimentos de guerra. 

O lançamento do acessório Kinect, do Xbox (Microsoft), pode ter sido ainda mais estrondoso para o mundo dos games do que o Nintendo Wii, já que ele permite o controle do jogo apenas com os movimentos do corpo, sem precisar de joystick.

Já existem também algumas possíveis aplicações do acessório para tratamentos e recuperação de pacientes. Um dos principais pontos a serem abordados no futuro é a reabilitação motora e física em casa, com “games” que podem identificar e verificar o estado dos pacientes e sua evolução, por exemplo. Além disso, os médicos poderão avaliar o progresso dos pacientes via a rede social do console, a Xbox Live.

O treinamento de médicos e
profissionais da saúde também pode ganhar mais uma ferramenta, tanto para aprendizado remoto ou mesmo para a utilização de pacientes virtuais.

Mas não são apenas consoles e games modernos que podem ser dar ao luxo de ajudar no tratamento de pacientes. No final de 2010 do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford, no Reino Unido, usou o famoso jogo de encaixe de peças Tetris para auxiliar no tratamento de lembranças traumáticas. A pesquisadora Emily Holmes descobriu que o famoso jogo tem a capacidade de diminuir os flashbacks que ocorrem após acontecimentos traumáticos. Outros games, como jogos de quiz, por exemplo, têm o efeito contrário, acentuando estas imagens.

 

Ainda na linha dos games “mais tradicionais”, a pesquisadora Daphne Bavelier, da Universidade de Rochester, em Nova York, publicou um artigo em 2009 mostrando que jogadores de games de tiro em primeira pessoa podem melhorar a visão. Os resultados do estudo foram tão importantes que os pesquisadores já acreditam que pacientes que sofrem de ambliopia - uma doença que afeta a percepção de contraste - poderia ser tratada com videogames.



Fato é que, como tudo, os games possuem pontos positivos e negativos e a nova geração de consoles não é diferente. Seguindo o bom senso, os games entretêm, ensinam, ajudam em tratamentos médicos e projetos sociais. Foi-se o tempo que jogar videogame era coisa de criança e apenas diversão. Ainda bem.






 

sábado, 16 de abril de 2011

Notebook, Netbook, Tablet, All-in-one, Desktop ou Smartphone?

Notebook, Netbook, Tablet, All-in-one, Desktop ou Smartphone? Conheça as diferenças e saiba qual o melhor para você.



Notebooks, Netbooks, Tablets, All-in-One, Desktops, Smartphones, ... Tantos gadgets diferentes com funções tão parecidas acabam nos deixando confusos. Pra falar a verdade, até o público especializado fica meio confuso com tanto gadget diferente.

Entendendo um pouco sobre o funcionamento e as limitações de cada um, pelo menos, você poderá escolher com mais facilidade aquilo que responde melhor às suas expectativas. Por exemplo: Comprar um smartphone pode não resolver o seu problema se o seu caso for trabalhar com textos grandes; mas pode ser a sua solução para ler todos os e-mail recebidos assim que chegarem à sua caixa postal.

Um pouco de história

Antigamente tudo era resolvido com papel, até que apareceram Bill Gates, Steve Jobs e outras figuras menos conhecidas e introduziram os computadores pessoais no mercado. Hoje, trinta e poucos anos depois, a tecnologia evoluiu, e já existem milhares de gadgets cujas funções são muito parecidas - e isso acaba deixando o consumidor meio confuso.
Até o fim da década de 1990, a gente só se preocupava em diferenciar um desktop de um notebook ou uma calculadora. Os PDAs estavam tentando entrar no mercado, mas além de custarem uma fábula, serviam apenas como agendas eletrônicas super desenvolvidas.

No final da década de 1990 a Apple ressuscitou e lançou o primeiro All In One de sucesso da história, o iMac (foto) e os iBooks – os notebooks da empresa, mas o alto preço desses computadores limitava o acesso a estes computadores por usuários menos abastados.

Em meados de 2003 o preço dos notebooks começou a cair, e os PDA ficaram restritos a vendedores e representantes comerciais, que usavam os aparelhinhos para registrar as vendas, ou executivos, que usava-no como uma agenda eletrônica.

Em 2007, no entanto, é que a confusão com os gadgets começou a surgir. Com os notebooks ficando cada vez mais potentes e com seus preços decrescentes, alguns usuários com um pouco mais de dinheiro (Classe A e B) já preferiam comprar os portáteis. Nesse mesmo ano, a Asus anunciou o desenvolvimento do primeiro netbook, o EEE PC, que seria lançado no ano seguinte; e a Apple lançou também o que seria o smartphone de maior sucesso até hoje, o iPhone, com funções que incluiam acesso a internet via Wi-Fi, download de aplicativos e muitas outras coisas.

Na verdade, os smartphones são datados desde 1990 como um conceito da IBM, mas eles só foram se popularizar mesmo com a entrada da Apple no mercado.
Em 2010 foi a vez da Apple bagunçar ainda mais o mundo dos gadgets com o lançamento da "lousa mágica digital", o iPad. Junto com ele, várias empresas pegaram carona no sucesso, como a HTC, a Motorola, a Microsoft, e várias outras empresas de tecnologia. De qualquer maneira, novamente apenas a Apple popularizou uma ideia já existente. Antes do iPad, já existiam tablets, porém foi a empresa de Steve Jobs a responsável por popularizar esse tipo de computador.

Agora chega de papo e vamos ao que interessa: Quem é quem nessa história toda?

Desktops

Os desktops são os famosos computadores de mesa. É formado por vários componentes: teclado, mouse, monitor, gabinete (também conhecido como "torre", e erroneamente chamado de "CPU") e demais periféricos.

As vantagens do desktop estão no baixo custo das peças, na facilidade de atualização (upgrade) e reparo, baixo custo de manutenção, e ainda costumam ter um desempenho bem melhor que os notebooks (já que as peças maiores acabam saindo mais baratas que as dos notes).

As desvantagens são: Ocupa bastante espaço, não há portabilidade (vai ficar carregando ele por aí?), alto consumo de energia e um monte de cabos espalhados atrás do rack.
Os desktops são ideais para escritórios, escolas e secretarias pelo seu baixo custo e por sua manutenção fácil, além de ser ótimo para pessoas que gostam de jogos virtuais, por sua facilidade de expansão e upgrade. Também é recomendado para quem quer apenas um computador consistente para a casa e que não precisa ficar levando o computador para todo lado.

All-in-One

AIO ou All-in-One é o nome dado àquele computador que tem todos os seus componentes montados em uma peça só. Assim como os desktops, eles são voltados para pessoas que não precisam tanto de um computador portátil, mas que são organizadas e não gostam daquele monte de cabos espalhados dentro de casa.

A maioria dos AIOs vem com TV integrada, o que torna esses aparelhos ideais para pequenas salas de estar, quartos e outros ambientes.

Dentre as vantagens dos AIOs estão principalmente a facilidade de instalação do computador (é só plugar na tomada e usar) e no número reduzido de cabos.
As desvantagens estão no preço, na dificuldade de atualização (alguns possuem muitas peças de notebooks) e na pouca quantidade de configurações disponíveis.

Os AIOs são ideais para quem quer um computador fácil de instalar, com TV integrada e que ocupe pouco espaço em casa, mas não servem para quem exige muita portabilidade. Além disso, geralmente eles possuem um design bonito e são ótimos para economizar espaço.

Notebooks

Os notebooks, carinhosamente chamados de notes, são praticamente desktops portáteis. Geralmente eles tem drive de CD/DVD ou Blu-Ray e possuem quase a mesma potência dos computadores de mesa. Hoje em dia, o preço desses aparelhos está bem próximo ao dos desktops, mas com a vantagem de serem portáteis. Já é possível encontrar notebooks com desempenho fantástico (mais ou menos como os Alienware que rodam jogos muito bem).

A principal vantagem dos notebooks é rodar praticamente todos os programas que um desktop, com um tamanho bem reduzido, além de não precisar estar ligado na tomada 24 horas por dia.
A desvantagem é que nem sempre dá pra encontrar um notebook com uma boa configuração para usos específicos. Além disso, sua manutenção deve ser feita por pessoas especializadas - e geralmente custam bem mais. Mas para quem precisa de um computador pra levar para cima e para baixo sem dispensar um bom desempenho, o notebook é a melhor opção.

Netbooks

A própria definição de netbook é confusa, mas comumente eles são menores e mais leves que os notebooks. Eles possuem uma ótima duração de bateria, mas infelizmente não vêm com drive de CD ou DVD - e geralmente, também por causa do tamanho, seu desempenho é sacrificado.

As vantagens dos netbooks são: baixíssimo peso, portabilidade, duração da bateria e preço baixo.
As desvantagens são: tela e teclado em tamanhos reduzidos, baixo desempenho, ausência de drive de CD/DVD e dificuldade de manutenção.

Netbooks são indicados para pessoas que precisam de um notebook leve e pequeno para tarefas simples, como navegar na internet e editar textos. Mulheres, estudantes, palestrantes e pessoas que viajam muito certamente devem considerar a compra de um netbook, mesmo que este seja seu segundo computador.

Tablet PC

Tablet PC nada mais é que um notebook com touchscreen.

As vantagens dele são: touchscreen e bom desempenho.
As desvantagens são: preço alto e a dificuldade de encontrar um tablet com boas configurações à venda.
São recomendados para pessoas que fazem questão de touchscreen mas não querem abrir mão do bom desempenho de um computador e dos programas para o Windows ou Linux.

Pelo alto custo, esse tipo de computador (por enquanto) só é indicado para quem realmente precisa do touchscreen, como profissionais que trabalhem com desenhos tridimensionais ou arte gráfica.

Tablets

Os tablets são computadores portáteis, sem teclado ou mouse, mas com tela touchscreen. O mais famoso, o iPad, por exemplo, possui uma tela muilti toque, com reconhecimento de gestos, como o movimento pinçado para operar o zoom.

A diferença deles para os netbooks está na arquitetura. Enquanto o notebook e netbook são baseados em processadores x86 (que dá para instalar Windows, Linux e rodar programas para essas plataformas), os tablets são baseados em processadores ARM, com sistemas operacionais parecidos com a de celulares.

As vantagens são : tamanho reduzido, touchscreen, boa duração de bateria, facilidade de uso e portabilidade.

As desvantagens são: impossibilidade de upgrades nas peças internas (hardware), e a incapacidade para mudar de sistema operacional ou instalar programas feitos para PCs.

Tablets são mais adequados para pessoas que gostam de jogos ou para quem desejam estar sempre conectadas a internet, mas não acha o netbook portátil o suficiente. De qualquer forma, sua arquitetura, sem teclado nem mouse, dificulta a realização de algumas tarefas mais simples, como escrever textos grandes ou realizar tarefas que exijam tempo. Por outro lado, ele é fantástico para quem gosta de ler muita coisa e para consultas rápidas e frequentes na internet - em qualquer lugar.

Smartphones

O último ítem da nossa lista é o chamado smartphone, um telefone com centenas de funções - e até lojas de aplicativos. Geralmente eles funcionam como "mini tablets" que fazem ligações telefônicas.

O iPhone, por exemplo, é como um iPad reduzido, só que capaz de realizar ligações telefônicas. Alguns smartphones possuem, além da tela touchscreen, um teclado QWERTY, como o Milestone 2, que roda o sistema operacional da Google, Android. Eles são ideais para quem quer um telefone celular e adora ficar conectados à internet 24 horas por dia.

Na verdade, o smartphone pode ser considerado um telefone com funções de computador. Geralmente eles acessam a internet tanto pelo Wi-Fi quanto pelo 3G, e possuem aplicativos diversos, como visualizador de documentos (Word, PowerPoint e Excel, inclusive), jogos e organizadores pessoais, dentre vários outros.
As vantagens dos smartphones são: Hiper-portabilidade, possibilidade de fazer ligações telefônicas e facilidade de uso.
As desvantagens são: Tamanho pequeno e preço elevado, principalmente no Brasil.




Alerta: trabalhar sem descanso faz mal à saúde.

Alerta: trabalhar sem descanso faz mal à saúde.


Quem não abre mão de tirar alguns minutos para relaxar durante o expediente tem toda razão em manter esse hábito. O "coffee break" torna os trabalhadores mais produtivos, já que a cafeína ajuda a melhorar a memória e a concentração, bem como a reduzir o número de erros cometidos durante o trabalho. Isto sem falar na vantagem propiciada pelo momento de descanso, que é muito importante para a saúde do empregado.

Para os trabalhadores que costumam esticar seus turnos durante a madrugada, a pausa para o café tem efeito similar ao de um "poderoso cochilo". Tomar café ajuda a reduzir os acidentes de trabalho e até mesmo as batidas de carro envolvendo pessoas que acabaram de encerrar um longo expediente. O efeito é benéfico também a médicos e pacientes, já que o café reduz o risco de que profissionais da saúde cometam erros após longos períodos de plantão.

A importância do descanso
Trabalhar demais faz mal ao coração. Desta forma, fazer horas extras constantemente - atuando entre 10 e 11 horas diárias - aumenta em até 60% o risco de doenças cardíacas. No caso de indivíduos com hábitos prejudiciais à saúde como o fumo, por exemplo, a possiblidade é ainda maior.

Há um forte vínculo entre as doenças cardíacas e as horas trabalhadas em excesso. Entre os fatores que explicam essa ligação estão a falta de tempo para relaxar ou praticar exercícios físicos, além do stress, ansiedade e depressão. Pessoas que fazem horas extras também tendem a trabalhar quando estão doentes, ou seja, não se permitem um descanso, e por serem muito dedicados à carreira podem se tornar agressivos e irritáveis.

Atenção: O descanso não é simplesmente uma opção. É uma necessidade. Ainda que não possa sair de casa, viajar, "respirar outros ares", é essencial que se consiga parar com as atividades normais do dia a dia e relaxar.




Saiba como prevenir problemas de uso inadequado do computador.

Saiba como prevenir problemas de uso inadequado do computador.


No mundo moderno, as pessoas preocupam muito mais com a rapidez e o imediatismo. E, muitas vezes, se esquecem até mesmo da própria saúde. O brasileiro, hoje, é o que passa mais horas em frente ao computador, uma média de 44 horas semanais. Segundo a pesquisa do Ibope Nilsen Online, o Brasileiro, hoje, fica três vezes mais navegando pela internet – 32,5 horas semanais – do que assistindo à televisão.

Com tanto tempo diante do computador, é comum que comece a surgir sintomas da Síndrome de Visão de Computador (CVS): olhos irritados, vermelhos, coceira, olhos secos, lacrimejamento excessivo, fadiga, sensibilidade à luz, sensação de peso nas pálpebras, dificuldade em conseguir foco, enxaquecas, dores lombares e espasmos musculares.

Esses sintomas aparecem como resultado de condições externas relacionadas à tela do computador (falta de iluminação, má localização da iluminação, posição imprópria do monitor e tela suja) e a problemas oculares pré-existentes, como miopia, hipermetropia ou presbiopia. Os hábitos inadequados de uso do computador, por horas sem descanso, também integram esta lista.

“A Ergoftalmologia, campo da Oftalmologia do Trabalho, age preventivamente, visando prevenir acidentes oculares. No campo da Ergonomia, seus esforços buscam adaptar o ambiente de trabalho à visão humana, proporcionando conforto visual ao usuário do computador”, explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Os médicos dizem que qualquer pessoa que passe mais de duas horas por dia em frente ao computador pode sofrer com a CVS (Síndrome de Visão de Computador). Eles afirmam que todos os esforços são válidos na prevenção da síndrome.



Para prevenir a CVS

“Algumas providências podem ser tomadas relativas aos cuidados com os olhos e com a postura corporal, durante o uso de computadores, leituras prolongadas ou tarefas repetitivas, nos diferentes ambientes, sejam de trabalho ou domésticos”, recomenda o oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico do IMO.

As condições do ambiente de trabalho, umidade relativa do ar, ventilação, temperatura e iluminação podem afetar diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores. No ambiente doméstico, o mesmo pode acontecer. A dica é fazer pausas de 5 minutos, depois de usar o computador por 50 a 60 minutos. Durante a utilização do computador, a cabeça deve seguir o alinhamento da coluna vertebral, que deverá estar reta e encostada na cadeira.

Outro conselho é evitar comer quando usar o computador. O material utilizado como apoio deve estar em local de fácil visualização, ao lado do monitor ou próximo a ele, evitando, assim, movimentos bruscos com os olhos. O computador portátil deve ser utilizado da mesma maneira que os computadores fixos de mesa. Nada de computador no colo, na cama ou na mesa de cabeceira.

Seguindo essas dicas, seu corpo só tem a agradecer!




Técnicas para uma sobrancelha bem feita.

Técnicas para uma sobrancelha bem feita.


Curvadas, grossas ou bem fininhas. O que importa é que as sobrancelhas modelam os olhos e, quando bem delineadas, fazem toda a diferença. Além de dar uma aparência mais sofisticada, sobrancelhas tracejadas são essenciais para o melhor resultado da maquiagem. Por isso escolher um modelo adequado para cada tipo é superimportante.

Geralmente, as mulheres preferem a depilação com cera quente a pinça, mas a forma mais dolorida, que apesar de parecer a mais difícil é a mais segura, também é aconselhada, pois a cera quente deixa as pálpebras flácidas. Há mulheres que sentem mais dor do que as outras e, para aquelas que sentem muita dor na hora de depilar a sobrancelha, já existe no mercado uma pomada anestésica que deixa essa hora de tortura indolor.

Faça a sobrancelha em casa

O primeiro passo é escolher um espaço bem iluminado. Você precisa enxergar bem o seu rosto, com todos os detalhes para não errar.

Escolha também um bom espelho para ver o que você está fazendo, certo? Se você tiver um daqueles espelhos com apoio e um lado que aumenta seu rosto refletido, ótimo.

Agora vamos escolher a pinça certa. Prefira aquelas com a ponta em corte diagonal e o cabo maior. É que, como elas acompanham o sentido do pêlo, você consegue segurar melhor a pinça e arrancar os teimosos mais facilmente sem o pêlo quebrar.

Antes de começar, é legal medir onde começa e onde termina sua sobrancelha. Use um lápis para fazer isso. Observe o contorno das duas sobrancelhas.

Posicione o lápis reto, encostando-o na aba do nariz para marcar o início da sobrancelha. Para saber onde a sobrancelha deve terminar, deite o lápis, alinhando-o até o canto externo do olho. Marque sua pele com um lápis de olho se achar mais seguro. Prepare-se para o passo-a-passo:

1. Passe um creme de limpeza nas sobrancelhas, já que este tipo de produto abre os poros, facilitando a depilação. Depois disso, comece a tirar os fios;

2. Nas sobrancelhas, ao contrário das pernas, os pêlos são puxados no
sentido em que eles nascem, senão você pode machucar a sua pele;

3. Descubra exatamente onde estão os pelinhos a mais. Tire apenas os pelinhos que estão em excesso sob as sobrancelhas;

4. Já terminou? Então use sua escovinha para penteá-las e saber como ficou o resultado;

5. Caso você perceba que a parte superior está desigual, com alguns pelinhos espetados, corte-os um pouquinho com uma tesoura pequena. Atenção: é bem pouquinho, mesmo!

Depois de 15 dias, o pêlo removido já vai ter crescido um pouquinho. Desta forma, fica fácil de saber quais são os pelinhos em excesso, e você não vai correr o risco de tirar nenhum a mais.

Para a sobrancelha não ficar descabelada, use rímel incolor quando sair de casa. E, se a sobrancelha for falhada, para dar o retoque final, preencha os espaços com sombra. Use sempre uma sombra mais clara do que as sobrancelhas. Se forem pretas, opte por sombra marrom. Pegue um pincel chato e dê uma leve esfumaçada nas falhas.

Se o caso é uma falha leve, a sombra resolve, mas para quem perdeu a sobrancelha ou têm os pêlos muito ralos, pode recorrer ao processo da micropigmentação ou da maquiagem definitiva.




Olheiras, um incômodo bem visível.

Olheiras, um incômodo bem visível.


Uma noite em claro ou um período de estresse, e lá estão as olheiras. Elas quebram a estética do resto e denunciam uma fase de abatimento ou uma noite mal-dormida que deixam qualquer um com o visual pouco atraente. No entanto, mais do que cansaço ou mal-estar, o sol é o maior vilão dessa história.

Na hora de pegar aquela corzinha na praia ou no clube, todo cuidado é pouco. Sem proteção, o bronzear provoca acúmulo de melanina na região da pálpebra. É essa substância que será responsável por deixar manchas escuras ao redor dos olhos.

A ocorrência de olheiras em homens e mulheres é igual. Porém, o problema é mais acentuado nas mulheres de pele morena, pois elas apresentam mais pigmentação na pele, o que pode ser agravado com a tensão pré-menstrual.

Para combater esse incômodo, o jeito mais barato e eficiente continuam sendo os cremes clareadores ou a velha e boa compressa de camomila da vovó. Entretanto, para quem quer se livrar delas antes de encarar a balada e não tem outra opção, vale apelar para as maquiagens que imitam a tonalidade da pele, conhecidas como “nude”.

Há ainda alternativas avançadas (e mais caras) que utilizam substâncias que reduzem a luz dos vasos ou usam antiinflamatórios e despigmentantes locais, sem contar a aplicação de laser de luz pulsada. Porém, se você não estiver a fim de gastar muito para retirar as olheiras, vão aí algumas dicas de receitas caseiras para obter resultados visíveis (com o perdão do trocadilho) em poucos dias:

- Compressa: Molhe uma gaze esterilizada ou um pedaço de algodão em chá gelado de camomila e faça uma compressa na região das pálpebras. Deixe agir por 15 minutos e depois enxágue os olhos com água fria. Além de camomila, você pode usar chá verde ou de maçã;

- Rodelas de batata: Para ativar a circulação sob os olhos, dá também pra usar rodelas geladas de batata ou de pepino na região durante 15 minutos. Esses legumes hidratam a região e ativam a circulação. E o melhor de tudo: não oferecem riscos e são muito práticos.

Outras dicas

- Utilize os hidratantes anti-olheiras, que são específicos para as pálpebras. Prefira os produtos com vitamina C e gingko biloba;

- Para estimular a circulação, faça massagens suaves com as pontas dos dedos na região das pálpebras;

- No mínimo, durma oito horas por noite;

- Pratique regularmente exercícios físicos. Eles reduzem o estresse e, como consequência, as olheiras;

- Protetores com FPS 30 são ideais para as pálpebras;

- Evite o uso das sombras escuras, para não destacar ainda mais as olheiras. Prefira as claras, como pêssego e rosa.






Cuide de sua pele e proteja-se do sol.

Cuide de sua pele e proteja-se do sol.


Verão, sol, calor e exposição da pele. A cada dia que passa percebemos como os verões estão mais quentes e o sol, mais forte. O resultado dessas mudanças no clima são as complicações para a saúde. Além de prejudicial para a pele, a exposição à radiação solar sem proteção pode resultar num câncer de pele, por isso, todo o cuidado, ainda é pouco.

O filtro solar deve ser o principal aliado de todos. Acessórios como chapéus, sombrinha, guarda-sóis e óculos escuros também podem ajudar na proteção. Os cuidados devem ser redobrados no verão mas, não quer dizer que essa seja a única época para uso de filtro solar. Os raios solares, esmo com o tempo nublado, atingem a pele e o risco do câncer continua. Atente-se também para os horários de exposição ao sol, que não é recomendável entre às 10h e 16h.

Fique de olho nas crianças! Pesquisas relatam que a exposição cumulativa e excessiva ao sol durante os primeiros 10 a 20 anos de vida aumenta muito o risco de câncer de pele. Antes de comprar um filtro solar, verifique se ele oferece proteção UV-A e UV-B, o fator de proteção de acordo com sua cor de pele. Os filtros solares devem ser aplicados antes da exposição ao sol e reaplicados após nadar, suar e se secar com toalhas.

Você sabia ainda que uma alimentação específica pode ajudar a proteger a pele e olhos da radiação solar? Pois é, pesquisas comprovaram que o consumo regular de alimentos riscos em carotenos (frutas e hortaliças amarelas e alaranjadas) e flavonóides (uva e chás) ajudam numa maior resistência da pele contra ações lesivas dos raios solares do espectro ultravioleta.

Cuide de sua saúde: proteja-se do sol e esteja atento às crianças neste verão!